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Taxa de retorno para concessão de rodovia sobe para 7,2%

Nova taxa elevará também o lucro de quem investirá nos projetos

8 MAI 2013 - 19h:00Por Redação

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou hoje (8) a elevação da Taxa Interna de Retorno (TIR) do projeto para concessão de rodovias, de 5,5% para 7,2%. O anúncio havia sido adiantado pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), Rodolpho Tourinho, que se reuniu com Mantega pela manhã. Os empresários pediam a elevação da TIR há algum tempo, o que, segundo eles, tornaria mais atrativo o investimento em  nove lotes englobando 7,5 mil quilômetros de rodovias a serem licitados pelo governo em setembro deste ano.

Segundo o ministro, a nova taxa elevará também o lucro de quem investirá nos projetos. A previsão é que a taxa real de rendimento para os investidores, que são principalmente instituições financeiras, fique entre 16% e 20%, dependendo da rodovia.  “Estiveram presentes [à reunião], além do Sinicon, os principais representantes das concessionárias que consideraram a taxa atraente para que venham a participar com entusiasmo.Quanto maior a perspectiva de lucro, melhor será a atração do investimento”, disse Guido Mantega.

O rendimento previsto para os investidores já leva em conta as condições de financiamentos propostas pelo governo para viabilizar as rodovias. Mantega destacou que o modelo é financiamento de até 25 anos, com taxa de juros de 1,5% ao ano e carência de até cinco anos. Ao todo, as instituições financeiras, tanto públicas quanto privadas, têm à disposição R$ 15 bilhões em compulsórios para concessão de crédito.

Na reunião desta quarta-feira, foi discutida com empresários também a questão da alavancagem, que é quanto a empresa pode captar em recursos com instituição financeira. “Estávamos trabalhando com alvancagem de 80%. Baixamos para 70%, porque é mais realista”, explicou o ministro da Fazenda. Mantega acredita que a elevação da TIR estimulará a competitividade. “Estamos tornando [os leilões] atraentes para que haja não só muitos investidores, mas também para que haja concorrência”.

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