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Professores da UFMS estudam cumprimento de liminar

Professores estão parados há mais de dois meses

4 SET 2012 - 10h:37Por Danilo Fiuza

 O comando da greve dos professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), campus de Três Lagoas, informou que pretende cumprir a decisão, por meio de liminar, da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul, que determina a retomada parcial das aulas dos alunos que cursam os dois últimos semestres. Entretanto, a classe defende que precisam ser esclarecidas algumas dúvidas referentes à liminar.


Segundo o professor Lourival dos Santos, coordenador do setor de comunicação do comando de greve, uma delas refere-se ao prazo para cumprimento da determinação judicial. Na decisão, divulgada pelo Jornal do Povo na edição do último sábado (1º), a Justiça Federal estabelece o prazo de 72 horas da intimação para a retomada das aulas nos campus de Três Lagoas, Paranaíba e Chapadão do Sul. Porém, conforme o comando, não estabelece qual intimação seria esta. “Se for a intimação feita ao comandado da greve ou à instituição, não sabemos. Também precisamos ver como funcionará esta convocação por meio de edital”, esclareceu.

Outra dúvida refere-se aos casos, que não são poucos, de acadêmicos que estão nos dois últimos semestres, mas possuem disciplinas pendentes de anos anteriores. “Pretendemos cumprir a determinação da Justiça, estamos dispostos a isso. Mas ainda não sabemos quando e como faremos para cumpri-la”, destacou.

Santos informou que a liminar já está sendo analisada pela assessoria jurídica da Andes Nacional. A expectativa é de que haja uma posição mais concreta sobre o assunto no início da tarde de hoje. Por enquanto, as aulas continuam paralisadas nos campus de Três Lagoas. 

Na manhã de hoje, uma nova assembleia geral entre os grevistas será realizada. O objetivo é votar uma orientação do sindicato nacional para dar uma “trégua” na greve com a suspensão do movimento. “Esta é uma orientação que será debatida e votada nos comandos de cada campus.Demoramos quase um mês para entrar em greve, analisando todo o cenário nacional da greve. Acredito que a decisão da volta deverá ser analisada com os mesmos critérios” informou.
Lourival dos Santos estima que a greve nacional continue em pelo menos 40 instituições federais do Brasil. “O movimento ainda é forte”.

LIMINAR
A decisão da Justiça Federal foi favorável à ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal. Na ação, o MPF defende que 424 alunos, que cursam os dois últimos semestres em dez cursos oferecidos pela instituição, estariam sendo prejudicados pela greve. 

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