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OLIMPÍADA 2016

Comitê Rio 2016 diz que Zika não afetará viagens durante Olimpíada

Uma série de orientações já foram dadas pelo Comitê Olímpico Internacional, que divulgou comunicado aos federados sobre prevenção e sintomas da Zika

2 FEV 2016 - 17h:04Por Agência Brasil

Um dia após a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretar emergência internacional de saúde pública para casos de microcefalia associada ao vírus Zika, o Comitê Organizador do Jogos Rio 2016 informou hoje (2) que não desaconselhará visitas ao Brasil durante a Olimpíada. A entidade seguirá os protocolos estabelecidos pela OMS, que não recomendou restrições a viagens e ao comércio, exceção para mulheres grávidas. Representantes do O Comitê Rio 2016 disseram acreditar que até o inverno, quando serão realizados os jogos, as taxas de incidência da doença terão caído.

No último boletim do Ministério da Saúde, divulgado em janeiro, o Brasil tinha registrado 3.174 casos suspeitos de microcefalia associados à Zika, a maioria no Nordeste. Somente Pernambuco, que não terá nenhuma competição, concentrou 1.185. O Rio, sede dos jogos, teve 118. Nos estados que receberão apenas competições de futebol foram identificados 339, sendo 312 na Bahia.

De acordo com o diretor de Serviços Médicos do Comitê Rio 2016, João Grangeiro, os dados mostram que a incidência do mosquito diminui no período seco e baixam drasticamente até junho. Com essa média, o Aedes aegypti não será mais uma preocupação.

“A Secretaria Estadual de Saúde tem uma série histórica de 20 anos mostrando que os vetores que transmitem a doença caem muito [no inverno] e a transmissão estará minimizada durante os jogos”, afirmou Grangeiro. “Não avaliamos como risco importante.” O médico lembrou ainda que as atletas, por causa das competições, não costumam estar grávidas.

Apesar da previsão otimista, o Comitê Rio 2016 não descartou orientar atletas a permanecerem com janelas fechadas e ar-condicionado ligado nos dormitórios e mantém a previsão de inspeções diárias nos locais de competições. Uma série de orientações já foram dadas pelo Comitê Olímpico Internacional, que divulgou comunicado aos federados sobre prevenção e sintomas da Zika.

A necessidade de usar trajes diferenciados e repelentes na vila dos atletas ainda estão sob avaliação.

“O mais importante são as medidas que o comitê vem tomando com as autoridades na inspeção de criadouros e erradicação desses. É uma vigilância permanente”, acrescentou o médico.

O secretário de Saúde do município do Rio de Janeiro, Gabriel Soranz, aproveitou para convocar a população a fazer vistorias diárias em suas casas, uma vez que o ambiente doméstico concentra 80% dos criadouros do Aedes. “Muitas vezes as pessoas são infectadas pelo mosquitos que cresceu dentro de sua própria casa”, disse o secretário durante entrevista na sede do comitê.

O Comitê Rio 2016 também lamentou que pessoas tenham sido infectadas, em especial mulheres grávidas, cujos bebês podem nascer com problemas cognitivos em função da microcefalia.

Testagem

Para identificar a Zika, as autoridades reconhecem que faltam testes adequados em estudos na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Explicam, porém, que o diagnóstico pode ser dado a partir de sinais e sintomas. A prioridade de exames ambulatoriais será para grávidas com suspeitas de terem sido picadas. “Um diagnóstico clínico é suficiente”, afirmou Soranz.

Para ajudar na prevenção, a vigilância sanitária dará informações na chegada ao Rio (portos e aeroportos) sobre a doença. A rede hoteleira também orientará visitantes.(Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil)

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