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CIDADE

Ângelo Guerreiro

Prefeito celebra aniversário da cidade com otimismo e confiança

7 AGO 2017 - 16h:44Por Carlos Fernandes


Ao celebrar o aniversário de 102 anos de Três Lagoas, o prefeito Ângelo Chaves Guerreiro (PSDB), anunciou uma série de projetos e obras, que deverão marcar os quatro anos da administração que vai até 2020.

Em entrevista exclusiva, o prefeito Guerreiro assegurou que ao mesmo tempo em que ajusta a máquina administrativa às exigências de contenção de despesas sem perder a produtividade e eficiência, determinou a execução de obras de revitalização da Avenida Clodoaldo Garcia e um novo e mais humanizado espaço para a Feira Livre, liberando também  o fluxo de tráfego de veículos na Avenida Rosário Congro, que é interditado aos sábados pela manhã e nas noites das segundas e quartas-feiras.

Essas duas obras, além das lançadas e já em andamento, assim como a recente revitalização da Avenida Capitão Olynto Mancini, o programa Meu Bairro Limpo, que permite maior controle e exigências de eficiência na saúde, além de obras iniciais de drenagem de águas pluviais no Jardim Dourado, Jardim Brasília e Vila Alegre, poderão ser o teste e a esperada comprovação de uma anunciada eficiência administrativa, com transparência e economia, procurando dar respostas imediatas aos principais anseios e necessidades da população.

O prefeito reconheceu que a cidade necessita também de um monumento alusivo ao Centenário de Três Lagoas, um marco que lembre e perpetue segundo ele, a história da cidade e da sua gente. No entanto e infelizmente, isso ainda não deverá se concretizar de imediato, porque segundo o prefeito, ainda são muitas as prioridades e é necessário que a população seja ouvida e participe da elaboração de um projeto dessa dimensão. 

JP: Três Lagoas comemora mais um aniversário de sua emancipação político-administrativa. Estamos completando 102 anos.  Nas últimas duas décadas, vivemos acontecimentos privilegiados de crescimento e vinda constante de novos e vultosos empreendimentos e surgimento continuado de mais oportunidades de geração de emprego e renda. Como prefeito e principal gestor desse continuado desenvolvimento, qual a mensagem que gostaria de transmitir à população de Três Lagoas?

Prefeito: Minha mensagem é de confiança, trabalho e esperança. Ao contrário do que acontece em outras cidades do nosso Estado e do Brasil, em Três Lagoas continuam crescendo as expectativas de aumento de geração de emprego e renda. Continuamos sendo procurados por empresários que planejam aqui se instalar e os que aqui estão, já instalados e produzindo, agora programam expandir seus negócios. Isso é muito bom para a cidade e sua população. Com isso, surgem novos e mais empregos e o três-lagoense não pode perder essa oportunidade. Para isso, é importante que os nossos trabalhadores e trabalhadoras, nossos jovens e adultos, pais e mães de família procurem cursos de capacitação e especialização profissional. Muita gente reclama da dificuldade de conseguir emprego e dos baixos salários que recebem os três-lagoenses, comparados aos trabalhadores de outras cidades. Consegue bons empregos e ganha bem quem procura se especializar e for o melhor naquilo que faz. Portanto, temos que aproveitar mais os cursos de formação profissional que nos são oferecidos pelo Senai, Sesc e Sebrae. Esta é a minha mensagem de esperança e de responsabilidade que devemos alimentar sempre e sempre mais.

JP: De dois anos para cá, podemos dizer que já somos uma cidade centenária. No entanto, percebemos uma grave lacuna questionada principalmente pelas pessoas que nos visitam a negócios ou laser. Três Lagoas, ao contrário das demais cidades centenárias, não possui um monumento alusivo ao seu centenário ocorrido em 2015.  O senhor pretende sanar essa lacuna, presenteando a população com um monumento que visualize e perpetue a história dos 100 anos de Três Lagoas?

Prefeito: Ainda não fomos cobrados sobre isso, mas reconhecemos a importância da cidade possuir um monumento alusivo ao primeiro centenário de sua história. No entanto, mesmo não sendo prioridade da nossa administração, porque são muitas e complexas as necessidades da nossa população, reconhecemos que deverá ser estudada com seriedade, essa possibilidade.  Para tanto, teremos que ouvir a nossa população para sabermos o que as pessoas querem e como deverá ser esse monumento do centenário da cidade. Um monumento que celebra e registra melhor os 100 anos da nossa história não se resolve de uma hora para outra.

JP: Uma das características de sua administração tem sido o empenho em dar respostas e encaminhamentos rápidos aos problemas que podem e têm condições de ser solucionados, sem a necessidade da demora burocrática, que emperra, por vezes, a administração pública. Isso aconteceu com a falta de medicamentos nas Unidades de Saúde, a falta de médicos, reparos e pequenas reformas nos prédios públicos e a limpeza urbana, realizada pela chamada ação “Meu Bairro Limpo”, que reduziu para menos de 10 os casos de dengue.  Seu estilo de gerenciar, como foi avaliado por ocasião da prestação de contas dos primeiros 100 dias de seu governo, resultou também em outros dados positivos, notadamente, na economia de gastos, sem prejuízos da qualidade e eficiência administrativas.  Como o prefeito avalia os principais problemas encontrados e como estão sendo superados e solucionados?

Prefeito: A administração pública municipal é uma engrenagem complexa, que exige de todas as Secretarias a sintonia de objetivos e ações, com um único objetivo, que é o de atender bem e sem enrolação e desculpas às reivindicações e necessidades da população.  Isso exige dedicação, transparência, honestidade e responsabilidade, porque o nosso patrão é a população, que paga seus impostos, taxas e tarifas para obter  respostas eficientes às suas principais necessidades. A Saúde Pública foi e continua sendo um dos principais problemas e desafios da nossa administração. De imediato, detectamos uma série de problemas que prejudicavam a qualidade e eficiência do atendimento à nossa população. Além do atendimento médico que era deficitário, faltavam medicamentos, equipamentos e outros materiais extremamente necessários. Resolvemos todos os problemas da Saúde? Não, pois muito precisa ser feito. Na área da Saúde, não adianta apenas termos as Unidades (prédios) abertas e médicos e demais profissionais atendendo. Há necessidade de darmos a esses profissionais as condições mínimas de trabalho que resultem em satisfação e solução dos problemas que afligem o nosso povo. Além da Saúde, enfrentamos os problemas da falta de asfalto e as enchentes que nos castigaram por várias vezes neste ano, trazendo à tona sérios transtornos à nossa população, agravados em vários bairros e que exigem a execução de complexos e caros projetos de drenagem de águas pluviais, antes de pensarmos na execução de pavimentação asfáltica de importantes vias públicas.  Já realizamos vários estudos que comprovam a necessidade da execução de caros projetos que solucionariam de vez o problema das enchentes, ou seja, as “Bacias de Captação de Águas Pluviais”, a exemplo do que estamos iniciando no Jardim Dourados e precisamos realizar na Vila Alegre, Jardim Brasília, Jardim Oiti e Acácias, Jardim Alvorada e Vila Nova, entre outros. 

JP: Como o senhor reconhece e demonstra saber, a administração de uma cidade como Três Lagoas, no dinamismo acelerado de seu crescimento, é complexa, porque são muitas e variadas as necessidades básicas da população e os recursos disponíveis não atendem às urgentes prioridades dos planos de governo. Como o senhor procura gerenciar essa distância que existe entre o querer, o precisar e o poder fazer, sempre limitado e controlado pela falta de recursos financeiros?

Prefeito: A crise econômica que atravessamos não é só nossa, mas é sentida, ainda mais do que a gente, na maioria das cidades de Mato Grosso do Sul e do Brasil. Apesar da crise e queda brusca na arrecadação, estamos em dia com o pagamento dos nossos fornecedores e mantemos em dia a folha de pagamento dos nossos servidores. Temos muito a fazer, mas precisamos colocar os pés no chão, não desperdiçar e saber administrar com a realidade do que temos de recursos disponíveis, ou seja, com responsabilidade. Nosso orçamento para este ano é em torno de R$ 454 milhões. Alguns acham que é muito, mas o ideal, para atender às principais necessidades da Cidade, seria um orçamento acima de R$ 650 milhões. Por outro lado, a Prefeitura possui um excelente potencial de endividamento que nos permitiria entrar em programas de financiamentos elevados, mas devemos ter muita cautela e responsabilidade, para não cairmos em erros que outros já cometeram e que ainda estamos pagando. Neste primeiro ano, além das obras já previstas e algumas em andamento, nossa principal preocupação é procurar manter e conservar o que já temos. Não podemos deixar estragar o que já possuímos de patrimônio, incluindo as vias já pavimentadas e nossas pontes e estradas na zona rural, que precisam de constantes reparos. 

JP: Na administração pública, o Município não consegue, somente com recursos próprios, solucionar todos os seus problemas. A cidade precisa do apoio do Governo do Estado e da União. Essas parcerias tornam-se mais eficazes e viáveis quando o prefeito conta com a força política dos deputados na Assembleia Legislativa e a influência da bancada federal junto ao presidente da República e Ministros de Estado, no caso, os nossos deputados federais e senadores. Como o senhor vem avaliando esse apoio e parcerias de governo e quais os recursos esperados de emendas parlamentares para a cidade, neste ano?

Prefeito: Desde que assumi a Prefeitura de Três Lagoas, tenho recebido total apoio do governador do Estado Reinaldo Azambuja, que é do meu partido, o PSDB, e também dos deputados, meus ex-colegas da Assembleia Legislativa. No Governo Federal, contamos com o apoio dos três senadores e da maioria dos deputados federais do nosso Estado. Estive em Brasília por várias vezes, desde que assumi a Prefeitura e nenhuma porta me foi fechada. No entanto, está difícil a captação de recursos, já que, por enquanto, está tudo parado por lá. Temos recursos de Emendas Parlamentares já aprovadas para a execução de obras de drenagem e asfalto, projetos que deverão ser executados ainda neste ano. Por parte do governo do Estado, tivemos a revitalização da Avenida Capitão Olynto Mancini, uma obra que merece nossa gratidão e elogios e que melhorou em muito o aspecto do visual urbano para quem aqui chega. Estão também em andamento e prestes a serem concluídas obras de pavimentação asfáltica nos bairros de Vila Nova, Vila Viana, Jardim Oiti, Acácias e Vila Verde.


JP: No aniversário da Cidade o que o prefeito de Três Lagoas tem a dizer àquelas famílias que se preocupam com a dificuldade em encontrar vagas para seus filhos, principalmente nos Centros de Educação Infantil (CEIs)? 

Prefeito: A Educação, assim como a Saúde estão entre as prioridades do meu governo. Os pais e mães de família podem ficar tranquilos e certos de que não faltarão vagas nas nossas escolas e nos CEIs para seus filhos. Além das vagas que já possuímos, todas as nossas crianças estão sendo atendidas.  Serão construídos e estarão prontos em 2018, mais dois CEIs, um no Jardim das Acácias e outro no Jardim das Flores (Bairro São João). E estamos projetando a construção de uma escola no residencial Novo Oeste. Precisamos e ainda iremos melhorar a qualidade do ensino nas nossas escolas e também a qualidade do transporte escolar.

JP: O que dizer às famílias e trabalhadores que precisam de transporte público urbano e têm que esperar nos pontos de ônibus, sem previsão de horário do ônibus passar, enfrentando sol e chuva, sem ao menos, ter um simples banco para sentar?

Prefeito: O transporte público urbano, o nosso ônibus coletivo é um dos sérios problemas que herdamos e temos que solucionar rapidamente. De um lado, os empresários do setor alegam que, em Três Lagoas não existe a cultura do transporte coletivo e por isso, a empresa está deficitária. Por outro lado, os usuários reclamam da péssima qualidade da prestação de serviços, principalmente, no cumprimento dos horários e da falta de mais linhas que atendam a um maior número de moradores dos bairros. Em contratos passados, prometeram a garantia de transporte de 80 mil usuários/mês e na realidade, conseguiram apenas 30 mil/mês, o que vem onerando em muito a planilha de gastos da empresa. Estamos estudando a possibilidade de parceria com empresas que mantenham e arquem com o custo do transporte de seus respectivos operários. A cada momento, pelas ruas e avenidas da cidade circulam centenas de ônibus, que transportam trabalhadores em todas as direções. Precisamos estudar, junto com essas empresas, se há possibilidade de se usar esse transporte. Precisamos também melhorar a qualidade do terminal de ônibus coletivo urbano. Não dá mais para convivermos com a vergonha da situação em que se encontra o terminal da Praça Senador Ramez Tebet. Além de um novo terminal no Centro, construiremos outros três em locais ainda a serem estudados. Com a melhoria do transporte coletivo urbano, irão também melhorar a qualidade e segurança do nosso trânsito e dos pontos de ônibus.
 

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