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ENTREVISTA

Hoje, com a internet, o acesso à informação é muito mais amplo, rápido e prático

Vamos concentrar em Três Lagoas um modelo inovador e focado nas demandas das indústrias

11 AGO 2017 - 10h:08Por Redação

•Como você define a presença do Sebrae em Três Lagoas?

O Sebrae está há duas décadas aqui em Três Lagoas e, por isso, podemos afirmar que acompanhamos e colaboramos bastante para o desenvolvimento da região, principalmente ao preparar os pequenos negócios para o boom econômico. Atualmente, nossa presença no território se dá tanto na oferta de capacitação, muitas delas gratuitas, quanto na articulação e apoio à elaboração de políticas públicas – especialmente no que se refere à Lei Geral – que beneficiem potenciais empresários, microempreendedores individuais (MEI), micros e pequenas empresas da Costa leste. Ou seja, o Sebrae é parceiro do empreendedor, pois entende que o pequeno negócio é o caminho para o desenvolvimento local sustentável. 
•Qual a influência do Sebrae no processo de desenvolvimento da Costa Leste de Mato Grosso do Sul?

Com grandes indústrias se instalando no município, que levaram ao aumento das contratações e da população, a demanda por produtos e serviços aumentou muito. É aí que o papel da nossa instituição torna-se ainda mais primordial, já que dispomos de soluções em gestão, inovação e tecnologia para que estes pequenos negócios estejam constantemente preparados para atender às necessidades de diversos segmentos, como alimentação fora lar, lazer, saúde, manutenção de equipamentos, entre outros. Além disso, promovemos eventos que aproximam o pequeno negócio da grande indústria, como as Rodadas de Negócios, fundamentais para que o dinheiro circule no município. 

•O Sebrae sempre atuou para promover transformação. O brasileiro está aprendendo a utilizar os serviços, programas e informações que vocês oferecem?

Sim. Hoje, com a internet, o acesso à informação é muito mais amplo, rápido e prático. Porém, mesmo assim, ainda é necessário comunicar bastante sobre nossos serviços e quebrar a desconfiança de algumas empresas. Temos soluções gratuitas que ainda podem ser acessadas facilmente, como  o ALI (Agente Local de Inovação) e o Negócio a Negócio, em que especialistas visitam as empresas e fazem um acompanhamento focado em resultados. Sem contar nossas consultorias em que subsidiamos o valor investido pelo empresário; isto é, se a consultoria terá um custo de R$ 1.000, o empresário pagará metade para consultorias em gestão e somente R$ 200 no caso do Sebraetec. 

•Qual a importância do programa LIDER para as regiões onde ele vem sendo desenvolvido?

Lançamos no início deste ano este projeto que visa mobilizar 50 lideranças da região Costa Leste. Nos lugares onde ele já está sendo desenvolvido, ele envolve os cidadãos no processo decisório, com a ajuda de líderes reconhecidos nas localidades. Ou seja, cumpre-se o objetivo de gerar integração entre os setores público, privado e o terceiro setor, de modo a construir uma atuação junto à comunidade, em um processo eficiente de desenvolvimento sustentável.
Aqui em MS, como produto dos encontros previstos para o período, está o Plano Estratégico da Região Costa Leste de MS. Ao final do processo de um ano e meio, o grupo de trabalho será responsável por alinhar as demandas dos planos locais, manter a convergência das políticas públicas e de fomento ao empreendedorismo; além de cultivar parcerias para ações em prol do desenvolvimento econômico sustentável.

•Apesar da crise econômica, social, política e institucional, como você avalia o momento que o Brasil atravessa? Dá para continuar acreditando em dias melhores?

Com certeza. Estamos passando sim por um momento difícil, de recessão econômica, instabilidade política e insegurança em todos os aspectos. Porém, não é bobagem a afirmação de que é na crise que surgem oportunidades. Digo isso porque é a chance de unir mais as pessoas, de buscar direitos esquecidos, de cobrar mais das instâncias públicas e, no caso do pequeno negócio, de reavaliar. 

•Que conselho daria a um empresário que deseja investir recursos financeiros em um novo negócio ou ampliar o já existente? O Brasil é o país das oportunidades ainda?

Quem está desempregado e quer abrir um novo negócio deve observar demandas latentes em momentos de crise; como mudanças de hábito da população ou serviços que encurtam caminhos para pessoas e empresas, gerando economia – seja de tempo ou dinheiro. 
Já os donos de micros e pequenas empresas podem usar este momento para rever algumas coisas, como a estrutura e a estratégia do negócio, a motivação e a ambição da equipe, os processos a serem otimizados e novas maneiras de realizar uma entrega aos clientes. Inovar é preciso. E isso não significa gastar mais; pelo contrário, às vezes um equipamento mudado de lugar, um jeito de atender já significam redução de despesas e maior lucro. 

•102 anos de Três Lagoas, temos muito a aprender e a ensinar ao Mato Grosso do Sul?

Três Lagoas é uma cidade abençoada. Estrategicamente localizada, de diversas potencialidades, com um povo trabalhador e que tem vontade de vencer. Ainda há um longo caminho pela frente, mas com certeza já é um exemplo para todos de que é com produtividade que se cresce. 

•Como o Sebrae avalia o cenário econômico e as perspectivas futuras de Três Lagoas?

Três Lagoas conseguiu atrair diferentes indústrias para cá e os resultados positivos todos nós já sabemos. Agora é continuar incentivando o crescimento e não deixar de estimular a diversificação das atividades e segmentos. Estamos aqui para oferecer capacitação aos pequenos negócios e ser parceiro de políticas públicas que gerem desenvolvimento. O MEI, a micro e a pequena empresa que são a base para que toda essa estrutura se sustente e ganhe ainda mais corpo; e as grandes companhias que também continuem realizando investimentos não só aqui, como em toda a região Costa Leste. 

 

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