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SI Biomassa

Concentrará em Três Lagoas um modelo inovador e focado nas demandas das industrias

3 AGO 2017 - 17h:23Por Redação

Com investimentos da ordem de R$ 26,4 milhões, o ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa) está em construção na cidade de Três Lagoas (MS), onde, depois de inaugurado, terá uma estrutura analítica para caracterização físico-química de diversos tipos biomassa e laboratórios da área química, microbiológica, biologia molecular, tratamento e preparo de matérias-primas e unidades de planta piloto para escalonamento de processos.

Segundo o diretor-regional do Senai, Jesner Escandolhero, a unidade permitirá a atualização e a qualificação dos pesquisadores para gerar conhecimento e desenvolver tecnologias inovadoras que atendam às necessidades atuais e futuras da indústria. “Com atuação transversal no campo da biomassa, o Instituto pretende atender a todos os setores da indústria e às demandas específicas de cada região do País em áreas como energias renováveis, cosméticos, fármacos e fármacos veterinários, alimentos para animais com combinação de biomassa para rações, química fina e resíduos industriais”, detalhou.

A diretora do ISI Biomassa, Carolina Maria Machado de Carvalho Andrade, salienta que a unidade tem por vocação a implementação de projetos de desenvolvimento tecnológico na transformação da biomassa com pesquisa aplicada ao setor industrial. “O ISI Biomassa abrange um portfólio de competências tecnológicas, tais como Energia e Sustentabilidade de Biomassa, Biotecnologia Industrial e Engenharia de Bioprocessos, Uso de resíduos e engenharia de processos e Desenvolvimento de Materiais Orientados a Produto”, informou.

O modelo de pesquisa que o Senai se propõe a desenvolver no ISI Biomassa é inovador e focado nas demandas das indústrias. O campo de atuação está focado nos segmentos sucroenergético e de celulose e papel, porém, pode ter uma série de outros focos, pois vai atuar na parte de inovação tecnológica, com pesquisas científicas aplicadas na área de biomassa, desenvolvimento de produtos e processos inovadores, soluções que fortalecem e potencializam o setor produtivo e na competitividade da indústria de forma sustentável.

Após o início do funcionamento da sua unidade física, o ISI Biomassa vai buscar ser uma referência internacional em inovação e pesquisa aplicada para as indústrias na área de biomassa. Por meio do Instituto, será possível promover a inovação tecnológica por meio de pesquisas científicas aplicadas na área de biomassa, desenvolvendo produtos e processos inovadores e potencializando o setor produtivo com solução que elevem a competitividade da indústria de forma sustentável.

O Instituto atenderá o agronegócio, as indústrias de cosméticos, de fármacos, de alimentos, de açúcar e etanol e de papel e celulose, além de energia e mercado de biocombustível e biodiesel. As principais áreas de atuação do ISI Biomassa serão o desenvolvimento de soluções sustentáveis para processos de produção, a mobilização para novas matérias-primas, o desenvolvimento de processos inovadores de conversão de biomassa, a otimização dos processos de conversão de biomassa e o desenvolvimento de novos produtos e aplicações industriais. 

O Instituto, que tem área de 5 mil m², contará com laboratório de processos químicos, áreas de preparação de matérias-primas, laboratório químico e instrumental (infravermelho, cromatografia líquida e gasosa, plasma e absorção atômica, laboratório de microbiologia, laboratório bioquímico, quatro plantas piloto, biorrefinaria, incubadora e áreas de apoio.


Projetos

Embora ainda não ter a unidade física inaugurada, a equipe do ISI Biomassa já está constituída e atuando, tendo, no momento,16 projetos em execução. Esses projetos são desenvolvidos em parceria com outros institutos e universidades e, quando a estrutura for inaugurada, a equipe migrará definitivamente para Três Lagoas.

Um desses projetos recentemente desenvolvidos pelos pesquisadores do ISI Biomassa é uma alternativa para substituir integral ou parcialmente a resina acrílica de massas corridas e texturizadas para paredes por amido de mandioca modificado. Enquanto a resina possui origem petroquímica, o polímero natural de base amilácea é ecologicamente amigável, à base de matéria-prima renovável e de fonte regional.
Hélio Merá de Assis, pesquisador industrial do ISI Biomassa e um dos autores do estudo, explica que a relevância da descoberta reside no emprego de uma matéria-prima amplamente disponível e de baixo custo. “O produto final tem um diferencial comercial por ser menos suscetível à flutuação de preços em função do câmbio de importação, com acesso mais fácil e contínuo à matéria-prima”, esclarece.
A resina acrílica utilizada para produção de massas e texturas é um produto derivado do petróleo, majoritariamente importada, composta 50% de água. Os principais fornecedores nacionais deste tipo de resina estão em São Paulo, evidenciando um dos principais gargalos da produção nacional: custos com logística de transporte.

“A busca crescente pelo desenvolvimento de novas classes de matérias-primas, em especial as renováveis, tem se mostrado um dos grandes desafios estratégicos e tecnológicos para a indústria química. Com esse objetivo, o uso de diferentes tipos de biomassa, aproveitando-se de subprodutos industriais, pode se consolidar tanto como uma alternativa de menor custo como também uma forma de agregar valor às cadeias agroindustriais do Estado”, pontuou Hélio de Assis.

As matérias-primas usualmente utilizadas na produção de massas e texturas para paredes são solventes, aditivos, resinas e óleos e, no caso das texturas, cargas minerais. A produção desta ampla variedade de produtos demanda um alto grau de impacto ambiental. As matérias-primas e produtos auxiliares utilizados no processo possuem propriedades tóxicas e corrosivas, demandando manuseio de forma segura.
Segundo Luiza Paula da Conceição Lopes, outra pesquisadora do ISI Biomassa envolvida no projeto, as leis ambientais também têm levado os fabricantes a produzirem massas e revestimentos com baixos teores de compostos orgânicos voláteis, melhorando o processo de fabricação, com esforço para melhorar a produtividade e, principalmente, a qualidade do produto final.

“A inclusão de uma nova matéria-prima a partir de fonte renovável, neste caso, o amido de mandioca modificado, permite a fabricação de um produto final com menor impacto ambiental ao longo de seu ciclo de vida, desde a aquisição da matéria-prima dos fornecedores até a disposição do produto final”, afirmou Luiza Lopes. Os resultados obtidos em 20 meses de pesquisa sugerem que a utilização do amido de mandioca modificado possui alto potencial para substituir a resina PVA nas formulações de massa niveladora para paredes. 
“O procedimento experimental utilizado foi o mesmo utilizado com resina PVA. Para obter um amido que apresente os resultados de resistência mecânica e absorção de água estabelecida pelas normas regulamentadoras, foram realizadas modificações na formulação da massa niveladora e do amido. As amostras geradas foram validadas com testes físico-químicos e se enquadraram em conformidade com as normas NBR 15312 e 15303”, esclareceu a pesquisadora.


Presidente da Fiems vistoria prédio do ISI Biomassa e anuncia inauguração para agosto


O presidente da Fiems, Sérgio Longen, acompanhado de diretores e autoridades, visitou, o ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa), anunciou a inauguração do espaço para a primeira quinzena de agosto. “É impressionante a grandiosidade dessa estrutura. Essas máquinas que serão utilizadas nos laboratórios de Instituto chamam a atenção”, destacou.

Sérgio Longen reforça que é emocionante acompanhar a evolução da construção do ISI Biomassa, que, na verdade, representa o novo Senai, que, cada vez mais, está voltado para a inovação, pesquisa e tecnologia. “Estamos presenciando o avanço do nosso Instituto. É o novo Senai nascendo em Mato Grosso do Sul e atendendo uma área muito importante para a indústria estadual”, pontuou.

Em relação de a entrega do prédio ficar somente para o mês de agosto, o presidente da Fiems explica que a inauguração está dependendo da importação de algumas máquinas. “Como me foi relatado, esse maquinário deve chegar em julho, quando serão prontamente instaladas e, por isso, acredito que em meados de agosto possamos inaugurar o ISI Biomassa”, assegurou.

O ISI Biomassa será um espaço de referência e atenderá demandas vindas do País inteiro no tocante à energia, com diversos convênios já firmados. O diretor-corporativo do Sistema Fiems, Cláudio Jacinto Alves, emendou que se trata de uma estrutura única para Três Lagoas, que alavancará ainda mais o desenvolvimento do município. “O Instituto vai representar um potencial enorme para mais projetos e exercer numa condição ideal as atividades de pesquisa”, avaliou. 

Instituto Fraunhofer classifica ISI Biomassa como um dos melhores do País

 equipe formada por técnicos do Instituto Fraunhofer, da Alemanha, classificou o ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa), que está sendo construído pelo Senai em Três Lagoas (MS), como um dos melhores do Brasil no oferecimento de pesquisa de ponta e suporte às indústrias já estabelecidas, além de ser um elo para trazer novidades ao mercado. 
A avaliação, que foi realizada na semana passada e teve a participação de uma equipe do Senai Nacional, analisou o grau de maturidade da gestão do ISI Biomassa, que, apesar de a unidade física ainda estar em construção, já atende empresas com a elaboração de projetos. De acordo com o gerente de tecnologia e inovação do Senai, Leandro Gustavo Schneider Neves, foi uma grata surpresa. “O nosso ISI Biomassa foi bem qualificado e subimos dois níveis de maturidade. Estamos fora da curva estabelecida e para melhor”, comemorou.
Para Leandro Neves, o resultado dessa avaliação se deve ao esforço da equipe, que está fazendo um ótimo trabalho, principalmente, nos aspectos de gestão e de qualidade no atendimento ao cliente. “O Senai está sendo considerado um dos mais evoluídos da rede de Institutos do Senai Nacional, que são 25 no total.  Além da avaliação, também fizemos um planejamento estratégico para as ações de 2017”, informou. 
A diretora do ISI Biomassa, Carolina Andrade, afirma que os resultados fazem com que o Instituto receba um pacote de benefícios e reconhecimento por parte do Departamento Nacional do Senai, como a participação em treinamentos, ida a eventos internacionais, entre outras coisas. “Agora temos esse reconhecimento não só por parte do Senai Nacional, como também pelo Instituto Fraunhofer. Estamos com mais de 16 projetos em andamento, já temos projetos concluídos, uma base e escritório de transferência de tecnologia. Tudo isso é parte da estrutura necessária para ir adquirindo um grau de maturidade”, garantiu. 
Para Carolina Andrade, ter subido dois níveis desde a última avaliação significa que o ISI Biomassa é capaz. “Nos orgulhamos de ter saído de um projeto do zero, da pedra fundamental e hoje estarmos com esta unidade operacional que é um sucesso, com vários projetos atendendo tanto empresas nacionais de grande porte quanto as pequenas, que são parte do nosso negócio”, avaliou.
Na visão do diretor-técnico do Senai, Gilberto Evídio Schaedler, essa avaliação positiva vem para confirmar que os investimentos que estão sendo feitos para estruturar o ISI Biomassa vão refletir em um melhor atendimento às indústrias. “Estamos no caminho certo e o objetivo é que as empresas se desenvolvam e tenham maior tecnologia aplicada para promover a competitividade industrial do nosso Estado. Isso mostra nossa capacidade técnica, oferecendo esse apoio para que as indústrias consigam implementar ações e processos em seus produtos obtendo melhores resultados”, conclui.  

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