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BIOSSEGURANÇA

Cadeia produtiva da Avicultura discute novas exigências

As linhas de crédito para atendimento dos avicultores que precisam realizar essas adaptações, necessárias para o registro, também foram colocadas em pauta

9 JUN 2017 - 10h:46Por Redação

Junto de representantes das Associações de Avicultores de Mato Grosso do Sul (Avimasul) e das empresas integradoras que atuam no estado, técnicos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) e da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) estiveram reunidos com a equipe do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a diretoria da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) para dar continuidade às discussões das principais demandas da cadeia da Avicultura e debater alternativas para atender as exigências de instruções normativas publicadas recentemente.

Na busca por garantir a biossegurança da avicultura do estado, em todos os elos da cadeia produtiva, as instituições reuniram-se na Famasul na terça-feira (6), com o objetivo de encontrar um caminho para o cumprimento da IN nº 8 – Instrução Normativa, publicada pelo Mapa, que detalha as regras de adequações sanitárias que devem ser cumpridas pelas granjas com atividade comercial, entre elas, o registro de credenciamento junto ao órgão estadual, no caso, a Iagro. As linhas de crédito para atendimento dos avicultores que precisam realizar essas adaptações, necessárias para o registro, também foram colocadas em pauta.

Segundo a Coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Avícola da Iagro, a médica veterinária Janine Ferra Vieira de Almeida, em Mato Grosso do Sul existem atualmente 546 estabelecimentos cadastrados e apenas 33% estão registrados, ou seja, atendem às exigências dos Decretos Estaduais e Instruções Normativas. A preocupação do grupo, segundo Janine, é com o prazo para a adequação, que termina em fevereiro de 2018.

Na avaliação do presidente da Avimasul, Adroaldo Hoffman, o encontro foi oportuno para que o grupo de trabalho tivesse acesso às informações atualizadas do setor e o que precisa ter prioridade. “A questão dos registros evoluiu, não tanto como gostaríamos, mas, acredito que as ações deliberadas auxiliarão os avicultores que ainda não conseguiram o registro”, pontua.

Questionado sobre os principais desafios da atividade, Adroaldo – que também é presidente da Câmara Setorial da Avicultura do Estado – ressalta: “Os pontos críticos que temos de vencer são as mudanças de comportamento às adequações tecnológicas e a margem de lucro que atualmente é muito baixa, inviabilizando reinvestimentos nos negócios”.

A interlocução com instituições financeiras, como o Banco do Brasil – que possui linhas de FCO para atividade agropecuária ou ainda, programas como o Proape/MS, disponibilizado pelo Governo do Estado – são algumas das ações encaminhadas pelo grupo até agora. A próxima reunião ficou marcada para o fim de agosto, com o objetivo de posicionar o grupo sobre o andamento das ações.

Dados regionais

Mato Grosso do Sul possui rebanho estimado em 165,3 milhões de cabeças de frango, ocupando a 8ª colocação nacional em número de abates. Ano passado, foram produzidas 401,7 mil toneladas de carne, conforme informações do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Os municípios com maior rebanho são: Sidrolândia, Dourados, Terenos e Itaquiraí.

(Informações da Agência Brasil)

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