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Exportação de industrializados alcança US$ 1,9 bilhão no Estado

Celulose e papel apontam queda, este ano, de 5% comparado ao período de janeiro a agosto de 2016

14 SET 2017 - 09h:00Por Redação

A receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul alcançou a marca de US$ 1,91 bilhão de janeiro a agosto deste ano, o que representa um crescimento de 10% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando atingiu o patamar de US$ 1,73 bilhão, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Apenas comparação de agosto de 2016 com agosto de 2017, a receita com a exportação de produtos industriais aumentou em 26%, saindo de US$ 230,8 milhões para US$ 290 milhões.

Já em relação à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 59% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano, na mesma comparação, a participação ficou em 58%. Na avaliação do coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, de janeiro a agosto, os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Açúcar e Etanol”, “Extrativo Mineral”, “Óleos Vegetais”, “Couros e Peles” e “Siderurgia e Metalurgia”, que, somados, representaram 98% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior.

No caso do grupo “Celulose e Papel”, de janeiro a agosto de 2017, as exportações somaram US$ 638,9 milhões, apontando queda de 5% sobre igual período de 2016, quando as vendas atingiram US$ 675,8 milhões. “A redução observada foi ocasionada principalmente pela diminuição nas compras em importantes mercados para a celulose de Mato Grosso do Sul, com destaque para a China e Itália. Somados, esses dois países reduziram suas aquisições em 137,9 mil toneladas”, pontuou Ezequiel Resende.

Já no “Complexo Frigorífico" a receita de exportação de janeiro a agosto de 2017 alcançou US$ 612,3 milhões, indicando crescimento de 17% sobre igual período de 2016, quando o total ficou em US$ 524,4 milhões. “A expansão é relativa à combinação entre o aumento do preço médio da tonelada e o crescimento do volume de vendas. Em relação ao preço, o valor médio da tonelada das carnes exportadas por Mato Grosso do Sul passou de US$ 2,5 mil em 2016 para US$ 2,7 mil em 2017, crescimento de 10%”, detalhou economista. 

No grupo “Açúcar e Etanol” a receita de exportação de janeiro a agosto de 2017 totalizou o equivalente a US$ 317,7 milhões, aumento de 71% sobre igual período do ano passado quando a receita foi de US$ 186,1 milhões. “Esse resultado foi influenciado principalmente pelo aumento das compras realizadas por Malásia, Estônia, Geórgia, Bangladesh, Egito e Iraque, que somados apresentaram incremento de US$ 155,8 milhões, e pela elevação do preço médio da tonelada do açúcar de cana, único produto do grupo com registro de vendas ao exterior no acumulado deste ano”, informou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

O grupo “Extrativo Mineral” teve receita de exportação acumulada de janeiro a agosto de 2017 de US$ 133,1 milhões, indicando aumento de 43% sobre o mesmo período de 2016, quando as vendas foram de US$ 93 milhões. “O resultado se deu pela alta de 109% no preço médio da tonelada do minério de manganês, que em 2017 está em US$ 143,47 contra US$ 69,71 em 2016 e pela alta de 17% no preço médio da tonelada do minério de ferro que em 2017 está em US$ 29,65 contra US$ 25,33 em 2016”, relatou Ezequiel Resende.

Em relação ao grupo “Óleos Vegetais”, o período de janeiro a agosto de 2017 fechou com receita equivalente a US$ 79,5 milhões, demonstrando queda de 32% sobre o mesmo intervalo de 2016, quando as vendas foram de US$ 117,3 milhões, tendo a Tailândia e Indonésia como principais responsáveis pela redução observada, com uma retração nas compras equivalente US$ 45,0 milhões. Já no grupo “Couros e Peles” a receita de exportação de janeiro a agosto de 2017 totalizou o equivalente a US$ 69,5 milhões, indicando redução de 9% sobre igual período de 2016, quando as vendas foram de US$ 76 milhões. “Resultado influenciado principalmente pela diminuição das compras efetuadas pela China, Vietnã e Holanda, que somados apresentaram redução de 4,9 mil toneladas ou 98% de toda retração ocorrida no volume de venda, quando comparado com o mesmo período do ano passado”, analisou o economista.

Encerrando, o grupo “Siderurgia e Metalurgia” fechou o período de janeiro a agosto de 2017 com receita equivalente a US$ 22,7 milhões, evidenciando aumento de 71% na comparação com o mesmo período de 2016, quando as vendas foram de US$ 13,3 milhões. “O crescimento foi influenciado, principalmente, pela elevação das compras feitas pela Argentina, que proporcionou receita adicional de US$ 16,0 milhões. Quanto aos compradores, os principais foram Argentina, com US$ 17,7 milhões ou 78%, Bolívia, com US$ 3,3 milhões ou 14,4%, e Paraguai, com US$ 1,3 milhão ou 5,6%”, ressaltou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

(Informações da Fiems)

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