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DOAÇÃO DE ÓRGÃO

Número de doação de órgão cresce no Mato Grosso do Sul

No estado são feitos transplantes de rim, tecido musculoesquelético e córnea, sendo córnea o mais realizado

28 SET 2017 - 13h:30Por Redação

O Mato Grosso do Sul, em 2017, registrou aumento de 45% no número de doadores de órgãos em comparação com o ano anterior, conforme dados da Central Estadual de Transplantes. Em 2017, só até o mês de agosto, já foram 29 doadores de órgãos registrados, contra 20 no ano inteiro de 2016. O aumento significativo se deve a diversas motivações, entre elas, treinamento e qualificação de equipes multidisciplinares, manutenção de órgãos e equipes mais envolvidas com a doação, como explicou a coordenadora da Organização de Procura de Órgãos (OPO), Ana Paula Silva das Neves.

Nos últimos três anos, a doação cresceu no Estado, mas, segundo Ana Paula, ainda existem grandes desafios a serem vencidos. “Falar sobre o assunto ainda é a principal forma de resolver a questão. Deixar a família avisada sobre a sua vontade é a única coisa necessária e isso é um grande desafio”.

No Dia do Doador de Órgãos (27), mais de 100 profissionais da área de saúde, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e técnicos em enfermagem, participaram do workshop “A Comunicação Consciente- Atitudes e Resultados”, realizado pela Santa Casa, por meio da OPO, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Central de Transplante. O evento detalhou temas importantes para o bom funcionamento do processo de doação/transplantes.

“Eventos como esse são de extrema importância para os profissionais que estão envolvidos com a doação. A humanização e o acolhimento familiar são decisivos para a doação de órgãos. Hoje também é um dia importante para lembrar que esse assunto deve ser discutido em família. Ninguém gosta de falar de morte, mas é a única coisa certa, e a doação pode salvar vidas”, ressaltou a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Claire Miozzo.

Os profissionais receberam orientação sobre acolhimento familiar e humanização por meio de palestras com temas diversos como: “Comunicação Assertiva”, “Percepção e Empatia”, “Processo Comunicacional”, “O que fazer e o que não fazer em momentos que envolvam alto grau de emoção”, entre outros.

Doação

Em Mato Grosso do Sul são feitos transplantes de rim, tecido musculoesquelético e córnea, sendo córnea o mais realizado. Além dos 29 doadores de órgãos, que são pacientes que tiveram morte encefálica, foram registrados também 200 doadores de córnea no Estado.

“O paciente que teve morte encefálica, que está em ambiente hospitalar, em UTI, pode doar os órgãos e tecidos (córnea). Mas o indivíduo que tem parada respiratória, quando os órgãos param de funcionar, só pode fazer a doação de tecidos, já que estes não precisam de vascularização para funcionar”, explicou Claire.

”A Central de Transplantes tem muitos desafios, um deles é autorizar mais equipes e estabelecimentos de saúde para realizar transplantes de órgãos. Realizamos um trabalho constante de divulgação sobre a importância da doação de órgãos para transplantes, promovendo palestras e distribuição de materiais informativos em diversos segmentos da sociedade”, disse.

Para se tornar um doador de órgãos é necessário informar a família, sendo a mesma responsável pela autorização da doação mediante duas testemunhas.

(Informações da SES)

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