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Sistema informatizado do MPT registra 37 casos de trabalho escravo

MPT divulgou levantamento da Secretaria de Inspeção do Trabalho

3 FEV 2019 - 10h:01Por Ingrid Rocha

Um sistema informatizado  do Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul, o "MPT Digital/Gaia", aponta que 1,8 mil casos de trabalho escravo foram investigados em 2017, com aliciamento e tráfico de trabalhadores. Em todo o ano passado, 37 casos foram monitorados.

Nesta semana, o MPT divulgou levantamento da Secretaria de Inspeção do Trabalho, que mostra que no ano passado foram flagrados 1.753 casos - 267% a mais que em 2017, que teve 1.200 trabalhadores flagrados em condições de escravidão. O procurador-chefe do ministério no Estado, Leontino Ferreira, disse que mesmo sendo uma quantidade baixa de casos registrados em 2018, não seria redução do trabalho escravo no Estado e sim uma diminuição na fiscalização. “Não houve uma redução das condições de trabalho escravo no Estado.

O que houve sim foi uma diminuição da fiscalização devido ao condicionamento orçamentário do Ministério”.

O procurador-chefe do MPT ainda explicou que se caracteriza como trabalho escravo atualmente no Brasil de acordo com o código penal: colocar o trabalhador em regime degradante, não pagamento do salário ou uma remuneração que fica retida para pagar as despesas do trabalhador, alojamento precário, entre outros fatores que violam a condição humana. 

De acordo com o Observatório Digital do Trabalho Escravo entre os anos de 2003 e 2018, 44,2 mil trabalhadores foram resgatados do trabalho escravo no Brasil.

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