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EFEITO CORONA

Tereza Cristina anuncia medidas do governo federal para o agronegócio

Planos de apoio ao setor rural envolvendo prorrogação de prazos, seguro agrícola

28 MAR 2020 - 09h:34Por Da redação

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina Corrêa, disse em entrevista à rádio CBN Campo Grande, nesta quinta-feira (26), que o Brasil não corre risco de  desabastecimento de alimentos por conta da pandemia do novo coronavírus. Segundo ela, a produção nacional não será afetada e o país terá recorde de produção neste ano. A única preocupação é  quanto ao escoamento da safra. Tereza Cristina também destacou que o governo federal deve anunciar nos próximos dias planos de apoio ao setor rural nesse momento de crise provocada pela Covid-19. 

Pode faltar comida no Brasil?  
Tereza Cristina Corrêa - Se faltar, só se for pelo fluxo do transporte. Hoje o Brasil colhe a maior safra, recorde de todos os tempos, que já está no finalzinho, já vem sendo plantada a próxima. Temos comida suficiente. Somos suficientes em quase tudo, com exceção do trigo, o país tem alimento para toda sua população e ainda excedente para alimentar mais 1 bilhão de pessoas no mundo, todos os dias. Nós temos que ter juízo, responsabilidade e equilíbrio neste momento difícil para fazer com que o abastecimento não seja interrompido.  

Como está a relação do Brasil com a China neste momento de pandemia do novo coronavírus?  

Igual sempre teve. Muito bem. A China retomando a normalidade. Então as nossas exportações que nunca pararam, mas tiveram um atraso devido ao fechamento de portos, deu um pequeno “delay” (atraso). Hoje, voltando ao normal. A relação entre os dois países permanece a mesma.

Qual os principais impactos da pandemia para o setor em Mato Grosso do Sul?  
Como não temos muita gente chegando no Estado eu imagino que não terá muitos números de casos. A nossa economia é muito baseada na agropecuária e as pessoas que trabalham no campo tem essa proteção de não estar atuando no meio de aglomerações. Espero que o Estado saia bem dessa epidemia e seja um dos primeiros a voltar a rodar normalmente. 

Em relação a apoio em relação a verbas e crédito. Já tem algo voltado para os micro empresários do setor?  
Temos já os pedidos de prorrogação dos pagamentos. Nesta e na próxima semana devemos ter decisões tomadas com a economia. Estamos preocupados com o pequeno produtor. Aquele que vai ficar sem renda, como os que plantam hortaliças, pessoal do leite, agroindústria que fazem queijo, essas indústria que são perecíveis. Que são feitos e escoados rapidamente. 

A senhora pode adiantar alguma coisa para a gente?  
Ainda não posso, mas estamos fazendo tantas ações na parte da burocracia. Por exemplo a DAP [Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar], já prorrogamos para 6 meses para que ele possa tomar o seu financiamento de custeio nas instituições financeiras. Seguro agrícola também estamos estudando a maneira de fazer de maneira virtual. E de linha de crédito, para talvez no Plano Safra, estamos estudando uma antecipação dele, que só acontece em junho, quem sabe fazer imediatamente. O Brasil não tem caixa para atender todo mundo, mas como o agro é o setor que representa 25% do PIB, teremos linha de crédito para atender na medida da necessidade, mas sem oportunismo. 

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