Comunidade

Haitianos

ajudam no desenvolvimento da cidade.

15/08/2017 08:24


O sonho de entrar no Brasil, encontrar uma cidade, emprego e construir uma nova história de vida num novo país, já se tornou realidade para muitos haitianos que conseguiram desembarcar em Três Lagoas nos últimos anos. 
A integração sempre é difícil, mas atualmente, além de ajudar na construção da cidade, de oferecer serviços e de mostrar sua arte e cultura, muitos imigrantes que vieram do Haiti estão fazendo a diferença, ganhando dinheiro, crescendo, e descobrindo que no interior desse imenso país existe um povo hospitaleiro e que costuma receber bem aqueles que chegam trazendo na bagagem desejos, sonhos e determinação. 
Nos últimos anos Três Lagoas se tornou o principal lugar deste povo que, além de trabalhar, costuma divulgar sua cultura, seus idiomas e de promover sua fé. Alguns dos haitianos chegam de maneira legalizada, outros, clandestinamente. Atualmente, a Associação Sócio Cultural dos Haitianos de Três Lagoas tem 446 estrangeiros cadastrados. No entanto, segundo o presidente da associação, Michel Carlos Alfredo Diaz, o número pode ser maior já quem nem todos participam da Associação. No final de abril deste ano, a entidade realizou um levantamento e constatou a presença de 572 imigrantes de origem haitiana vivendo na cidade. Mas segundo ele, esse número já chegou 1,5 mil haitianos. Muitos foram embora devido à dificuldade de emprego. Alguns acabam voltando.

Muitos deles trabalham na área da construção civil, nas indústrias e no serviço de varrição de ruas. Atualmente, segundo o presidente da associação, 60% dos haitianos da cidade estão trabalhando, e 40% deles estão desempregados.

Entre as dificuldades enfrentadas pelos estrangeiros está a dificuldade na integração, o idioma e moradia. Para ajudar a amenizar essas dificuldades, os haitianos contam com o apoio de voluntários, bem como da Rede Municipal de Educação (Reme), que oferece curso de língua portuguesa. Muitos enfrentam a sala de aula normalmente no período noturno. Alguns possuem formação escolar em nível superior. Mas, fora do país de origem, não são reconhecidos. Além do estudo da língua, os haitianos recebem ainda informações sobre questões culturais e sociais do Brasil para facilitar a integração.  

A Diocese de Três Lagoas também criou, em maio de 2016, a Pastoral do Imigrante com o objetivo de auxiliar a residência permanente dos haitianos na cidade. Eles recebem auxílio para regularizar a documentação, bem como ajuda de alimentação, entre outras situações. Apesar das dificuldades, os haitianos são um povo dedicado, alegre e que também sonha com dias melhores. Para muitos, o Brasil e Três Lagoas são a chance que encontraram de construírem com o trabalho, um futuro melhor, mais digno e desafiador.

 


Ana Cristina