Saúde

Sem casos desde 1989, campanha de vacinação contra pólio é antecipada em 3 meses

Campanha ocorre, geralmente, em novembro, mas neste ano terá início a partir do dia 6 de agosto

19/06/2018 07:02


Sem nenhum caso de infecção pelo poliovírus selvagem no Brasil desde 1989, Três Lagoas inicia a campanha de vacinação contra poliomielite no dia 6 de agosto – quase três meses antes dos anos anteriores. A campanha termina no dia 24.

A justificativa da antecipação, segundo o Ministério da Saúde, é que atualmente, a cobertura vacinal no Brasil contra a poliomielite é de 77% e a meta preconizada pela pasta é de 95%. O Ministério chegou a enviar uma nota de alerta para estados e municípios sobre a importância de alcançar e manter cobertura vacinal, além da necessidade de notificação e investigação imediata de todo caso de paralisia flácida aguda que apresente início súbito em indivíduos menores de 15 anos.

O governo brasileiro reforçou que as vacinas que integram o Calendário Nacional de Vacinação são seguras e eficazes. O esquema vacinal da poliomielite é composto por três doses da vacina inativada (injetável), administradas aos dois, quatro e seis meses. Aos 15 meses e aos 4 anos, a criança recebe a vacina oral.

A vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite. Todas as crianças menores de 5 anos de idade devem ser imunizadas conforme esquema de rotina e em campanha nacional.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que três países ainda são considerados endêmicos para a doença – Paquistão, Nigéria e Afeganistão.

Doença

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida de início súbito.

A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, pela via fecal-oral (mais frequente); por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores; ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções (ao falar, tossir ou espirrar).

Não existe tratamento específico. Todas as vítimas de contágio devem ser hospitalizadas.


Tatiane Simon