CAMPO GRANDE

Comando do Colégio Militar investiga suposta intoxicação de mais de 50 alunos na Capital

Após equívoco, assessoria de comunicação do colégio corrigiu levantamento inicial que apontava para cerca de 140 alunos internados

11/09/2018 06:00


Cinquenta e quatro alunos e oito militares do Colégio Militar de Campo Grande foram internados no Hospital Militar após o desfile do dia 7 de setembro com suspeita de intoxicação alimentar. Os dados foram confirmados à Rádio CBN Campo Grande nesta segunda-feira (10) pela assessoria de comunicação da instituição, que corrigiu o levantamento inicial que apontava para cerca de 140 alunos internados na unidade. O número equivocado repassado pelo hospital incluía alunos e filhos de militares que apresentaram sintomas semelhantes e que não estudam no colégio.

De acordo com a instituição, as causas ainda estão sendo investigadas com análises laboratoriais que devem ser concluídas até o fim de semana. Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande já foi alertada caso rotavírus seja confirmado como fator das internações.

Entenda o caso na entrevista com o Comandante do CMCG, o Coronel Aluísio Pires Ribeiro Filho, concedida ao repórter Ronie Cruz da CBN. 

Ouça: 

Veja a nota de esclarecimento na íntegra divulgada pela instituição no domingo (9):

Nos últimos dois dias, 7 e 8 de setembro, compareceram à emergência do HMil A CG cerca de noventa crianças do Colégio Militar de Campo Grande, em sua totalidade alunos do ensino médio, mormente do 1º ano, sendo o 3º ano o segundo grupo mais numeroso. Em que pese parecer tratar-se de intoxicação alimentar, essa hipótese tem sido refutada, tanto pelo Comando do Colégio Militar, quanto pelo Dirt HMil A CG.

Uma razoável possibilidade é que, em face da proximidade da primavera, e considerando-se o frio que se abateu sobre Campo Grande a partir de 2 de setembro próximo passado, houve o favorecimento da contaminação do “rotavírus”, bastante facilitada pelo fato de os alunos terem assistido as aulas dos dias 3, 4 e 5 de setembro em salas de aula o tempo todo fechadas, devido às baixas temperaturas.

Grandes quantidades de alunos (praticamente todo o efetivo das mais de nove centenas de discentes) ingerem água e alimentos no Colégio, de diferentes fontes (lanches produzidos pela APM, buffet-almoço do período integral, merenda escolar, refeições produzidas pela cantina, lanche fornecido pelo Colégio no desfile de 7 de setembro e etc). Se tivesse ocorrido algum tipo de salmonelose, teríamos várias centenas de alunos em situação de saúde muito mais precária da que observamos nesses dias.

Todavia em concerto, do Comando do Colégio Militar com o Dirt do H Mil A CG, serão realizadas análises laboratoriais em alimentos, bem como na água do Colégio, a partir da próxima segunda-feira, a fim de se ter diagnóstico mais exato dessa contaminação. Naquela ocasião poderemos mapear também os efetivos que tiveram problemas de saúde semelhantes nesses dias, e que não compareceram ao Hospital Militar. Tentaremos verificar quais grupos estiveram mais suscetíveis a essa contaminação, para a partir daí determinarmos as causas desse mal que acometeu nossos alunos.


Ronie Cruz/CBN