Especial Jornal do Povo 70 anos

E o rio Paraná ganhou uma ponte

Jornal do Povo mostra história da ponte rodoviária sobre o rio Paraná

12/08/2019 09:00


A   construção da ponte rodoviária sobre o rio Paraná, na divisa entre Três Lagoas e Castilho (SP), levou anos para se tornar uma realidade. Em março de 1992, o Jornal do Povo noticiou que a Cesp (Companhia Energética de São Paulo) planejava erguer uma ponte para retirar o tráfego de veículos pela hidrelétrica de Jupiá.

Por quase 50 anos a ligação entre as cidades foi feita por uma passagem construída sobre as turbinas da usina. Mas, o aumento do tráfego, principalmente de caminhões, gerou a necessidade de construir uma ponte rodoviária sobre o rio, longe da casa de máquinas de energia elétrica.

A construção foi autorizada pelo Ministério dos Transportes apenas em junho de 2011 e as obras iniciadas no ano seguinte,  após duas décadas de espera. Porém, o processo da construção foi mais longo. Em 2000, a empreiteira Camargo Corrêa havia vencido uma licitação para a construção. No entanto, não iniciou a obra porque queria uma antecipação de recursos. O orçamento original foi fixado em R$ 37 milhões. 

O anúncio da construção foi feito em Três Lagoas durante a inauguração do anel viário Samir Thomé pelo ex-ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, e pelo ex-senador Ramez Tebet. 

Em 2010 foi aberta nova licitação para a contratação de empresa interessada no serviço. Mas, apenas em 15 de junho de 2011, data de aniversário de Três Lagoas, é que o governo federal autorizou o início das obras, conforme também noticiado pelo Jornal do Povo. A ordem de serviço teve participação do então governador André Puccinelli e da vice-governadora da época, Simone Tebet, ambos do MDB.
 A previsão era de que a obra fosse inaugurada em abril de 2015. No entanto, em razão da necessidade de revisão do projeto, bem como por um bloqueio de recursos pela Justiça, além de chuvas, houve atrasos no cronograma.

O projeto foi elaborado em 1999. Por isso, houve necessidade de atualização. No inicial estava prevista a construção de uma pista simples. Com a readequação, foi ampliada para a terceira faixa na ligação com as rodovias BR-262, em Três Lagoas, e na Marechal Rondon (SP-300), em Castilho.

A inauguração da ponte ocorreu apenas em outubro de 2016 com a presença do então ministro dos Transportes, Maurício Quintella, do atual governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e da senadora, Simone Tebet, entre outras autoridades.
A ponte é considerada uma Obra de Arte Especial (OAE) por ter 1.344 metros de extensão e 6.648 metros de acessos. Depois de pronta, a construção custou R$ 153 milhões.


Ana Cristina Santos