Volta às aulas

Variação em material escolar chega a 1000%

Movimento nas livrarias é maior em janeiro

23/01/2021 13:00


Com a volta às aulas presenciais, prevista para o mês de março, os pais de crianças em idade escolar começam a se preocupar com uma das principais despesas do mês de janeiro: a compra do material escolar. Nas papelarias de Três Lagoas, a movimentação é intensa, sobretudo, de pais em busca de produtos com preços mais baratos.

Para os comerciantes, é o melhor período de vendas para o setor no ano. “Em 30 dias costumamos vender o equivalente a cinco meses”, comentou Sandro Camargo, dono de papelaria. Por isso, ele contratou três funcionárias temporárias, na última semana. “Estou otimista, acho que vamos vender 10% a mais que 2020. Pretendo contratar mais duas, dependendo do movimento”, afirmou. 

Uma das novas funcionárias é a Bruna Yamamoto, que começou o trabalho nesta semana. “Estou muito feliz por conseguir esse emprego, as coisas não estavam fáceis no ano passado”, comentou. 

O movimento de clientes nas papelarias indica uma possível retomada na economia.  A esteticista Patrícia Silveira, conta que está animada com o jeito que 2021 começou. Segundo ela, o início da vacinação deve por um fim do período de restrições, causado pela pandemia da Covid-19.  Ela conta que fez orçamentos e aproveitou o dia de folga para comprar o material escolar das filha. “Os preços não subiram tanto do ano passado pra cá, mas tenho duas meninas e elas gostam dos materiais com estampas e capas diferentes, se não pesquisar fica muito caro”, explicou Patrícia. 

Pesquisa Procon 

Nesta semana, o Procon de Três Lagoas divulgou uma pesquisa sobre os preços de 82 itens da lista de material escolar. O órgão identificou variação em todos os produtos pesquisados em seis papelarias da cidade. Alguns produtos apontaram variação de até mil por cento, como lancheiras e mochilas. 
“Não foi levado em consideração a marca, apenas o valor do produto, fica a critério do consumidor pesquisar e avaliar a qualidade de cada item”, explicou Luiz Akira, diretor do Procon de Três Lagoas.

 


Bruno Axelson