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Pandemia piora em Campo Grande e toque de recolher começa mais cedo

Capital de Mato Grosso do Sul sai da bandeira vermelha para a cinza, de grau extremo de contágio ao novo Coronavírus

17/04/2021 08:31


A capital de Mato Grosso do Sul saiu da bandeira vermelha do programa Prosseguir e foi para a bandeira cinza, segundo dados divulgados na última quarta-feira (14). A atualização mostra que Campo Grande está em grau extremo da pandemia. O recomendado pelo governo do Estado é que municípios nesta bandeira tenham toque de recolher a partir 20h até às 5h. A Prefeitura  de Campo Grande publicou uma nota em que destaca que vai seguir o que está no programa estadual e começou na quinta-feira (15) o novo horário de restrições.

Nesta última semana, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) teve que suspender a vacinação contra a Covid-19, em Campo Grande, devido à falta de novas doses. Só foram vacinados os profissionais da saúde – que receberam a segunda dose da AstraZeneca, os indígenas que vivem em aldeias urbanas e os moradores de comunidades quilombolas. A Sesau destacou que só poderia retomar a vacinação – que parou nos idosos de 61 anos – quando chegassem mais doses. Um novo lote chegou na noite desta quinta-feira (15).

Superlotação

Na última quarta-feira, a Santa Casa de Campo Grande divulgou uma nota chamando atenção para a situação crítica da unidade, que triplicou o atendimento de pacientes vaga zero em comparação com o mesmo período de 2020. O hospital é o único que está recebendo pacientes graves na urgência e emergência e anunciou que estava atendendo acima da capacidade, com 99 pacientes acima do limite técnico. Somente na área vermelha do pronto-socorro, que tem capacidade para 6 pacientes graves, estava com 20. 

Em live no 14, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, destacou que Mato Grosso do Sul passou da marca das cinco mil mortes por Covid-19 e que o mês de abril pode ser mais letal que março. “Em março foram registras 1.070 mortes em Mato Grosso do Sul e em menos de 15 dias em Abril, já temos 575”, explicou Resende. Campo Grande já contabiliza mais de 2.170 mortes pela doença, sendo que mais de mil foram confirmadas em 2021. A capital registrou essa semana mais de 100% de ocupação de leitos de UTI e tem pessoas na fila de espera. Nos hospitais, faltam medicamentos e insumos.

 


Ingrid Rocha