Esportes

Maioria dos atletas do futsal não quer jogar

Federação definiu que estadual será em novembro; Três Lagoas deve ficar de fora

23/10/2012 08:22


A luz no fim do túnel parece que não quer brilhar de jeito nenhum. Jogadores – a maioria, pelo menos - e comissão técnica do Três Lagoas Futsal não aceitam disputar o estadual sem receber a ajuda de custo de R$ 400 por mês e o fim da equipe, ainda não oficializado, é cada vez mais eminente.

Os atletas receberam a proposta para jogar de graça em uma reunião no início do mês e condicionaram o “sim” à participação na Taça Brasil, em dezembro. A Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer (Sejuvel), no entanto, já comunicou a desistência da vaga na Taça Brasil à Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) via ofício.

Uma verba é enviada pela CBFS à todas as federações participantes, que repassam determinado valor aos clubes. Os três-lagoenses entendiam que o montante poderia cobrir a ajuda de custo dos meses de novembro e dezembro.

Quanto ao estadual em si, a Federação de Futsal de Mato Grosso do Sul (FFSMS) se acertou com a Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte) e a edição desta temporada começa em novembro. Mas não deverá contar com a presença do atual tricampeão. “Se não for jogar [a Taça Brasil], não adianta. Eu estou fora. É muito complicado”, disse o ala e capitão Neto.

Crystiano seguiu pela mesma linha. “O combinado na reunião foi jogar o estadual sem receber para jogar a Taça Brasil, que tem uma verba que viria para a gente. Se não podem fazer algo para nós, eu também não tenho que fazer nada para eles”, cravou o ala. “Não acho certo [jogar sem receber]. Depois de tudo o que conquistamos, não é o correto”, concordou um atleta, que pediu para não ser identificado.


MAIS OPINIÕES

O goleiro Bruno entende que deve ser considerada uma opinião geral. “Devemos entrar em consenso. É preciso ver o que é melhor para o grupo”. Outro que prefere destacar o grupo é o ala Luquinha. Mas ele deixou no ar que também não deve mais jogar. “Para mim, que sou de fora, é complicado. Jogar apenas por um lugar para ficar e comida não dá. Mas o que eles [os jogadores] fizerem, estou com eles”.

A única exceção entre os entrevistados foi o ala-pivô Marquinhos. “Eu aceito. Já joguei tantas vezes sem receber que jogar mais um estadual não tem problema. Mas eu não jogo sozinho, claro”. Já o supervisor técnico Vilson Leal, ainda nutre esperanças de uma reviravolta. Mesmo assim, também é contra jogar de graça. “Estamos aguardando. Quem sabe resolve alguma coisa essa semana. Mas sem a ajuda de custo eu também sou contra. Depois de tudo o que conquistamos, não é justo”.


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