Brasil

Detentos dependentes químicos terão tratamento

Com a proposta de ajudar detentos a superarem o vício em entorpecentes, vai ser promovido no Centro Penal Agroindustrial Penal da Gameleira o ?Projeto Recomeçar?

11/12/2012 14:50


Com a proposta de ajudar detentos a superarem o vício em entorpecentes, vai ser promovido no Centro Penal Agroindustrial Penal da Gameleira o “Projeto Recomeçar”. Lançada na última sexta-feira (7), a ação será desenvolvida pelo Setor Psicossocial da unidade prisional, sob a orientação da Divisão de Promoção Social da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), e consiste na realização de reuniões, palestras e apresentação de vídeos motivacionais para os internos. Trabalho idêntico já é desenvolvido no Instituto Penal de Campo Grande. 

Toda a triagem dos internos que irão participar do projeto já foi feita e inicialmente haverá a participação de 20 custodiados. No entanto, a intenção é que, posteriormente, pelo menos 100 sejam atendidos. 

De acordo com o coordenador do projeto no presídio, psicólogo Joaquim Hellis Alves, além dos encontros também vai haver, nos casos necessários, encaminhamento de reeducandos para tratamentos medicamentosos nos Centros de Atenção Psicossocial. “O dependente químico era tratado como delinquente, mas ele é um doente”, disse. “E se dá certo lá por que não pode dar aqui?“, ressaltou o psicólogo, se referindo ao Instituto Penal de Campo Grande, onde o projeto é desenvolvido há cerca de oito meses.

Psicólogo Joaquim Hellis apresenta projeto a autoridades.

Outro enfoque do projeto será o envolvimento dos familiares dos detentos. “Se a família também não estiver preparada, é mais difícil que esse trabalho dê certo”, comentou o coordenador do Recomeçar.
 
O projeto será desenvolvido no Centro Penal da Gameleira em parceria com a Comunidade Terapêutica Antônio Pio da Silva, o Grupo Amor Exigente e a Igreja Batista. 

Sala multidisciplinar

Para a realização do projeto foi construída uma sala “multidisciplinar” com 100m² de área e equipada com aparelhos multimídia, onde ocorrerão os encontros do “Grupo de Recuperação de Custodiados Drogadictos”. A construção e a aquisição dos equipamentos foram realizadas com o apoio do Conselho da Comunidade de Campo Grande e da Central de Execuções de Penas Alternativas (Cepa), por meio da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande (2ª VEP).
 
De acordo com o diretor do Centro da Gameleira, Tarley Cândido Barbosa, no local, além dos encontros do grupo, também serão desenvolvidos cursos de qualificação profissional para servidores e custodiados.
 
A inauguração do espaço foi realizada com o lançamento do projeto e contou com a presença do diretor-presidente da Agepen, Deusdete Souza de Oliveira Filho; do juiz da 2ª VEP, Albino Coimbra Neto; da promotora da 50ª Promotoria de Justiça, Jiskia Sandri Trentin; do defensor-público Paulo Paixão; do diretor de Operações da agência penitenciária, Pedro Carrilho de Arantes, e da diretora financeira do Conselho da Comunidade de Campo Grande, Patrícia Ferreira de Lima Pereira, além de chefes de divisão da Agepen, diretores de unidades penais da Capital e servidores penitenciários.

Redação