Brasil

Ministro confirma aparelhamento para setor de oncologia em Três Lagoas

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou o aparelhamento do setor de oncologia em Três Lagoas, dentro de um programa de expansão e redução do tempo de espera.

07/05/2013 09:25


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou, em entrevista hoje de manhã, que o Ministério da Saúde ira aparelhar o setor de oncologia em Três Lagoas, dentro de um programa de expansão e melhoria do tratamento a pacientes com câncer.

De acordo com o ministro, serão equipados também o Hospital Regional Rosa Pedrossian, na Capital, além de hospitais de Dourados e Corumbá para expandir o tratamento contra o câncer, dentro da meta de reduzir o tempo de espera dos pacientes.

Alexandre Padilha está em Campo Grande para conduzir força-tarefa que busca acelerar a apuração de desvios de recursos do SUS e denúncias de fraude no Hospital do Câncer e no Hospital Universitário. Segundo ele, os envolvidos no suposto esquema de fraude em licitações e desvio de dinheiro estão sendo investigados desde 2011. No entanto, a Polícia Federal recentemente revelou novas informações por meio de escutas telefônicas.

“É muito bom o que a Polícia Federal fez e com o sigilo que fez para que a gente possa identificar os envolvidos. O que me surpreendeu na escuta foi a recomendação de que não fosse administrada a dose certa de remédio para o paciente”, disse o ministro no programa Bom Dia MS, da TV Morena.

Com base nessas interceptações telefônica, a suspeita de Alexandre Padilha é de que o escândalo implicando o hospital do Câncer Alfredo Abrão e o Hospital Universitário (HU), em Campo Grande, tenha prejudicado a saúde dos pacientes que procuraram tratamento contra o câncer.

“A investigação começou no Ministério da Saúde, que contou com instrumentos da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal justamente para pegar aquelas pessoas que acham que podem nos enganar. Sou médico e não admito que um profissional da saúde engane os pacientes”, declarou Alexandre Padilha, alertando ainda que não irá permitir qualquer tipo de desperdício de recursos da saúde.

Ainda de acordo com o ministro, 30 dias é o prazo mínimo para que a força-tarefa criada para apurar as irregularidades tenha resultado.


Redação