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Brasil e EUA ampliam intercâmbio educacional e científico no âmbito do Ciência Sem Fronteiras

4 SET 2012 - 14h:58Por Redação

 O programa Ciência Sem Fronteiras pretende enviar 101 mil bolsistas brasileiros para as universidades dos Estados Unidos, enquanto o Brasil deverá receber boa parte dos 100 mil norte-americanos – estudantes de graduação, pós-graduação, doutorado e cientistas – que terão como destino países das Américas Central e Latina.


Brasil e dos Estados Unidos reforçaram o intercâmbio educacional e científico bilateral em uma reunião na última semana, em Brasília, entre o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e diretores de 66 instituições norte-americanas de ensino superior, além do vice-ministro de Comércio, Francisco Sánchez e do embaixador dos EUA no País, Thomas Shannon.

O intercâmbio entre os dois países também está na pauta da feira realizada pela organização Education USA nesta semana, em São Paulo. Essa instituição trata da concessão de bolsas de estudos nos Estados Unidos e mantém escritórios no Brasil, em parceria com universidades e outras instituições educacionais, sob a coordenação da Comissão Fulbright do Rio de Janeiro e com apoio da Seção de Educação e Cultura (Bureau of Education and Cultural Affairs - ECA), do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira (3), ao comentar o Programa Tecnologia da Informação Maior, lançado em agosto, a presidente Dilma Rousseff disse que o desafio brasileiro é erradicar a pobreza e, ao mesmo tempo, produzir ciência e tecnologia, agregando valor à produção. "Esse é o caminho para o Brasil chegar à economia do conhecimento e se encaminhar cada vez mais para ser uma grande nação", ressaltou ela, no programa semanal de rádio Café com a Presidenta.

Liderança acadêmica

Segundo o ministro Aloizio Mercante, o governo brasileiro desenvolve grande esforço para aproximar as comunidades acadêmica e científica e as pesquisas de inovação tecnológica do Brasil com instituições congêneres dos EUA, “país líder na educação de qualidade, engenharias, tecnologia da computação, produção de fármacos e ciências médicas”.

O Ciência sem Fronteiras é uma das prioridades da presidenta Dilma Rousseff e tem a meta de oferecer 101 mil bolsas de estudos para os melhores alunos do País, enviando-os às mais destacadas universidades do mundo, especialmente as norte-americanas, as preferidas pelos bolsistas brasileiros, explicou Mercadante.

São candidatos ao Ciência sem Fronteiras alunos que conseguirem 600 pontos na prova do Enem – exame do qual participam 5,7 milhões de estudantes e que é pré-requisto para o ingresso nas universidades públicas. “Dessa forma, há transparência na escolha dos bolsistas”, destacou o ministro.

As bolsas de estudo do Ciência sem Fronteiras são oferecidos nas seguintes categorias e quantidades: para doutorado sanduíche (duração de um ano), 24.600 bolsas; doutorado pleno, 9.790; pós-doutorado, 11.560; graduação sanduíche, 27.100; treinamento de especialista no exterior (geralmente em empresas com filiais no Brasil), 700; Jovem Cientista de Grande Talento (no Brasil), 860; pesquisador visitante especial (no Brasil), 390.

Além dessas 75 mil, outras 26 mil bolsas serão concedidas pelo governo federal, com recursos da iniciativa privada, totalizando 101.000 beneficiados pelo Ciência sem Fronteiras, que terão o acesso ao programa facilitado a partir da instalação de cursos de inglês nas universidades federais – dominar o idioma é exigência para o ingresso nas instituições estrangeiras de ensino.

Contrapartida

Por sua vez, o governo norte-americano enviará ao Brasil bolsistas, cientistas e até ganhadores de prêmios Nobel, intercâmbio que aproximará os dois países nas áreas cultural, educacional, tecnológica e comercial, segundo Mercadante.

“O Brasil disponibiliza bolsas para estudantes e pesquisadores norte-americanos que queiram estudar nas universidades brasileiras por um período de quatro anos”, acrescentou o ministro. “Temos o maior interesse de receber os estudantes dos EUA”, disse.

O programa Ciência sem Fronteiras foi lançado oficialmente em dezembro de 2011. Financia bolsas para estudantes brasileiros no exterior e de bolsistas estrangeiros que queiram vir estudar e pesquisar no País. Essa mão dupla de intercâmbio cultural, educacional e científico, reforça as relações bilaterais e aproxima as pessoas e os países.

As regras e normas para ingressar no Ciência sem Fronteiras podem ser visualizadas acessando a área de "Chamadas Abertas" no site www.cienciasemfronteiras.gov.br.

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