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NOVO SENADOR

Empresário assume vaga de Delcídio na próxima semana

Novo senador, Pedro Chaves, é um empresário milionário e bem sucedido no Estado

11 MAI 2016 - 10h:52Por Ana Cristina Santos

O empresário Pedro Chaves dos Santos Filho (PSC) vai assumir o cargo de senador na próxima terça-feira (17) no lugar de Delcídio do Amaral, que estava sem partido e representava Mato Grosso do Sul. Pedro Chaves é um empresário milionário e bem sucedido no Estado, onde conseguiu vários investimentos na área da educação.

Por 74 votos favoráveis, uma abstenção e nenhum contrário, Delcídio perdeu o mandato de senador por quebra de decoro e abuso das prerrogativas parlamentares.

A denúncia foi de que Delcídio, então líder do governo no Senado, negociou a fuga do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, para evitar uma possível colaboração premiada do ex-funcionário da estatal.

A combinação foi feita com o filho de Nestor, Bernardo Cerveró, que gravou as conversas e as encaminhou às autoridades. Delcídio foi preso em novembro do ano passado por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, soba a alegação de que o parlamentar atuava para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga a corrupção na Petrobras. O ex- senador Sul-mato-grossense teria oferecido R$ 50 mil mensais e um plano de fuga para o ex- diretor da Petrobras.

Delcídio foi liberado no dia 18 de fevereiro deste ano, após acordo de delação premiada. Logo em seguida, desfilou-se do PT e acusou políticos, funcionários público e empresários de fazerem parte de um esquema de corrupção. “Aqui, no Senado, importa, mais que tudo, o prejuízo causado à dignidade do Poder Legislativo pelo comportamento indevido de um membro desta Casa, notoriamente incompatível com a ética e o decoro esperados de um senador da República”, destacou Telmário Mota (PDT-RR), relator do processo que pediu a cassação do mandato de Delcídio.

Delcídio foi eleito em 2002 e estava em seu segundo mandato. Antes de ser preso, ocupava a função de líder do governo no Senado e presidente da Comissão de Assuntos Econômicos.

 

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