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Força-tarefa encontra indícios de irregularidades em 236 prontuários

A força-tarefa analisa também a qualidade do atendimento e prontuários com indícios de irregularidades em hospitais de Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas

15 MAI 2013 - 09h:59Por Redação

O Ministério da Saúde já detectou, por meio de força-tarefa criada para varredura nas contas do Hospital do Câncer, Hospital Universitário e Santa Casa de Campo Grande, indícios de irregularidades em 236 prontuários médicos. Dos prontuários com indícios de irregularidades, 143 são do Hospital do Câncer. 

Os demais prontuários são de pacientes que fizeram tratamento em Mato Grosso do Sul, porém, a auditoria não identificou de qual município essas pessoas procederam. No prontuário, não consta à qual o município eles pertencem.  A força-tarefa analisa também a qualidade do atendimento e prontuários com indícios de irregularidades em hospitais de Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas.

Também estão sendo apuradas 1.222 autorizações de pagamentos de autocusto. Estes prontuários foram recolhidos a fim de que sejam analisados os critérios para pessoas que tiveram mais de dois tipos de procedimento, como, por exemplo, pacientes que passaram por atendimento clínico e cirurgia, ou radioterapia e, posteriormente, quimioterapia.
Outro critério é do paciente que morreu durante o tratamento. Por último, é o estágio avançado do câncer e o tempo prolongado da doença. De acordo com o Ministério da Saúde, nesses casos a incidência de irregularidades é maior.

A força-tarefa também está fazendo um estudo do câncer no resto do Brasil.

“Assim será possível discutirmos qual o padrão de mortalidade esperado para cada tipo de câncer, verificando se os protocolos terapêuticos foram aplicados, nos quais constaria a mortalidade esperada e também sua repercussão na sobrevida dos pacientes”, disse Odorico Monteiro, secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde.
Os integrantes da força-tarefa já foram ao Hospital do Câncer e verificaram irregularidades como cobranças de pacientes mortos, paciente que passou por dois procedimentos, mas pagou quatro, e cobrança do procedimento antes que tenha sido feito.

A força-tarefa analisará ainda que se o que consta no prontuário é o que foi pago pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

A Polícia Federal repassou à força-tarefa escutas telefônicas sobre a investigação. A força-tarefa pediu ainda ao Hospital do Câncer informações sobre os profissionais que atuam no local, contratos de serviços terceirizados, controle de infecção hospitalar, autorizações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e dados cadastrais do hospital no sistema de gestão. (Com informações do Campo Grande News e Ministério da Saúde)

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