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Instituto Penal inicia produção de tijolos ecológicos

Inicialmente 70 mil tijolos serão confeccionados.

29 JAN 2013 - 10h:33Por Redação
O Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) acaba de iniciar o projeto “Educando e Construindo Ecologicamente”, que visa à qualificação de internos na produção de tijolos ecológicos e na área de construção civil. 

A iniciativa é financiada pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal e coordenada pela Associação Cristã Pais e Filhos (ACPF), parceira da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) em ações de ressocialização. 

Inicialmente 70 mil tijolos serão confeccionados. A média de produção diária deve ser de 1.500 peças. Parte da produção será destinada aos familiares dos detentos, para contribuir com a construção da casa própria. O restante será utilizado para angariar recursos para que o trabalho tenha continuidade, dando oportunidade a um maior número de custodiados.
A presidente da ACPF, Edna Coronel, destaca que o foco do trabalho é a ação social. “Já que possibilita a qualificação dos reeducandos para o mercado de trabalho e ainda será uma forma de ajudá-los e às suas famílias na construção de uma moradia digna”, enfatiza. 

Dez custodiados estão participando do “Educando e Construindo Ecologicamente”, mas a ideia é que a iniciativa tenha continuidade, por meio de parcerias, segundo o diretor do IPCG. “Pretendemos, com o apoio da Associação Cristã e da Agepen, tornarmos a produção de tijolos uma oficina permanente, após a produção dos 70 mil tijolos previstos no projeto, e assim darmos oportunidade a mais internos”, ressalta. 

Segundo o instrutor do curso, Atayde Reis, do “Instituto ECO”, serão 200 horas aulas, divididas entre o aprendizado do passo-a-passo de como se produz os tijolos a como utilizá-los em uma obra. “Campo Grande já possui três empresas de fabricação de tijolos ecológicos, e falta pessoas capacitadas pra trabalhar nelas, e mais difícil ainda é encontrar profissionais que saibam utilizar esses tijolos, que estão se tornando uma tendência na construção civil”, comenta.

Para o reeducando Émerson de Souza Santos, 23 anos, participar do projeto possibilita novas expectativas profissionais quando conquistar a liberdade. Preso há um ano e cinco meses no Instituto Penal, ele acredita que a oportunidade será um diferencial nessa nova vida que pretende traçar. “São mais duas oportunidades que se abrem para eu trabalhar e ajudar a minha família”, afirma. 

No IPCG, atualmente, além da produção de tijolos ecológicos, funcionam outras dez oficinas de trabalho que garantem aos internos qualificação profissional, remição na pena e remuneração. 

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