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Mercado automobilístico fecha em alta em Três Lagoas

As vendas superaram a estimativa nacional em 2008 e a expectativa é que a média seja mantida

9 JAN 2009 - 06h:05Por Danilo Fiuza

Três Lagoas superou a média nacional na venda de carros novos em 2008. De acordo com o diretor da Cartel Comercial de Automóveis Três Lagoas, José Roberto Piazzon, enquanto o mercado brasileiro fechava com um crescimento nas vendas de novos de 12,5%, aproximadamente, no Município a média atingiu a casa dos 25% em relação ao ano anterior.
Para o diretor, a crise não chegou a afetar o mercado três-lagoense. “No nosso caso, houve um susto em outubro, mas foi cerca de 15 dias para que o mercado voltasse ao normal. Principalmente depois do pacote lançado pelo Governo Federal para aquecer a economia nacional. Além disso, também temos o crescimento da Cidade, que está impulsionando o mercado, e não se trata apenas da minha marca. Acredito que este crescimento esteja favorecendo a todos”.
Piazzon explica que o melhor mês do setor foi o de agosto, com a venda de 50 automóveis zero quilômetro. No entanto, as vendas de dezembro também superaram as expectativas.
No início de dezembro de 2008, a União anunciou um pacote de medidas para evitar uma crise no setor. Entre elas, a principal foi a redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI). O imposto foi reduzido em 7% para carros 1.0 e de 10% para 5% nas compras de carros novos 1.0 à 2.0. A redução, no caso de um veículo mil, é de R$ 2 mil, por exemplo. “Enquanto houver esta medida, o mercado está garantido. Aliás, a hora de comprar carros, seja zero ou usado, é agora. Resta saber como será o mercado após março”, disse.
A esperança do empresário é que o governo mantenha a redução do IPI, embora acha pouco provável que aconteça realmente. “A carga tributária de um carro novo é muito elevada, corresponde a 50% do valor do veículo. O ideal seria que a redução permanecesse”.
Samira Fayad, diretora da Comercial Fayad, também está confiante em relação a este ano, porém também acredita que o sucesso do mercado está diretamente ligado às medidas que serão tomadas pelo governo. “Queremos que seja um ano bom, mas dependerá das novas medidas do governo”, disse.
Conforme ela, as vendas de 2008 foram boas, tendo dezembro como o mês com a melhor venda do ano, “já por conta do IPI reduzido e o lançamento de dois novos modelos de carros”, completa.
No entanto, a diretora explica que a redução também trouxe seus efeitos colaterais. “Hoje, 60% dos consumidores trazem seus carros para dar de entrada, com a redução de IPI os carros semi-novos também baixaram de preços. A perda chegou a 20% ou mais. Todos os carros usados que tínhamos tiveram de ter o preço readequado”.
Piazzon concordou com a redução dos carros usados, mas disse que, como seu estacionamento estava com poucos veículos, a revendedora não sentiu o impacto. Para ele a queda dos preços do carro zero foi de 10%.

USADOS

Sebastião Teixeira Rodrigues, proprietário da Teixeira Multimarcas, revendedora de veículos semi-novos e usados, culpou a mídia nacional pela queda nas vendas de novembro do ano passado. Naquele mês, o empresário registrou uma redução de até 25% nas vendas de carros. Mas, no mês seguinte as vendas retornaram à normalidade. “Três Lagoas não foi afetada diretamente pela crise. O que aconteceu foi uma redução passageira em novembro, mas já no mês passado as vendas subiram novamente”, disse.
O empresário explica que, no setor de usados, o mercado também fechou o ano em alta: com um aumento de 15 a 20% das vendas em relação a 2007. O número corresponde a uma média de 30 veículos/mês.
A expectativa é que o mercado se mantenha aquecido em 2009. “A redução do IPI não irá nos prejudicar. Houve uma redução dos preços, mas ela já foi repassada aos consumidores tanto na compra, quanto na venda dos veículos. Tivemos apenas que adequar os preços dos carros já adquiridos”, disse.
Já o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabre), Sérgio Reze, não tem uma visão tão positiva quanto os três entrevistados. De acordo com ele, neste ano, o setor deverá sofrer uma queda de 19% em relação ao ano passado e 8% em relação a 2007. Assim como Samira e José Roberto, o presidente também aguarda uma medida do governo federal: “Além de interromper o ciclo de crescimento, deverá haver queda brutal nas vendas no ano que vem. Mas, dependendo das medidas a serem anunciadas pelo governo, a queda pode ser menor em 2009”, alerta Reze.


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