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Padrasto confessa ter espancado Kemily até a morte porque ela chorava muito

Ele chegou a dizer que a menina havia caído, mas depois afirmou que arremessou a menina no chão

22 JAN 2013 - 10h:00Por Redação
Francisco Gomes de Carvalho Filho, 54, confessou ontem (21) à tarde ter matado sem ajuda de ninguém, por espancamento, o bebê Kemily Romeiro Rocha, de um ano e dois meses de idade, sua enteada, na noite de quinta-feira passada. O crime aconteceu em residência no Bairro Nova Lima, em Campo Grande. A informação é da delegada Regina Motta, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

“Num primeiro momento, ele disse que a criança havia caído de seus braços, depois confessou tê-la arremessado no chão”, afirmou a delegada. O padrasto está preso desde o dia seguinte ao crime. Já a mãe da menina, Marlene Romeiro Rocha, 37, foi detida no posto de saúde do Conjunto Nova Bahia, onde Kemily era atendida. Ela disse que a filha tinha caído do chão, mas os médicos desconfiaram da versão diante dos ferimentos na cabeça da menina.

A participação de Carvalho Filho no crime ficou evidente durante os depoimentos de pessoas ligadas ao casal, que vivia junto havia cinco meses. Tanto a mãe quanto o padrasto afirmaram aos policiais, quando detidos, que a criança havia caído da cama e então foi levada ao posto.
A versão de que a criança tinha caído da cama enfraqueceu-se no dia seguinte ao crime, quando ficou pronto o laudo médico indicando que a criança tinha sofrido afundamento de crânio. Os seja, uma simples queda não provocaria ferimento tão grave, segundo a delegada Regina.

Testemunhas também confirmaram à polícia que Marlene estava fora de casa no momento das agressões. Ela teria saído da residência para buscar leite, numa padaria perto da casa.

Vizinhos confirmaram que a mãe foi vista perambulando pelas ruas do bairro com objetos, provavelmente para tentar vendê-los.

“Desde as 15h, a mãe estava em busca de leite para a filha. A hora de entrada dela no posto de saúde foi por volta das 20h. Então o que a gente pode deduzir neste momento é que a criança chorava de fome e, por conta disso, deve ter sido agredida”, aponta a delegada.

De acordo com a delegada, o padrasto disse que a criança chorava na cama e ele a pegou e deixou cair no chão. “Depois ele atirou forte a menina no chão. Ali, ela morreu”, disse a delegada.

Médicos que tentaram socorrer a menina, no posto de saúde, já desconfiavam de que a criança havia sido arremessada no chão ou na parede.

No entanto, apenas o laudo necroscópico vai descrever formalmente a causa da morte. Ela chegou ao posto sem vida, mas foi reanimada e levada para a Santa Casa, onde, duas horas depois, morreu.

A delegada Regina disse que indiciou o padrasto por maus-tratos seguidos de morte e pediu que o pedido de prisão dele seja transformado em preventivo, sem data para acabar.

A delegada disse que pediu a liberdade para a mãe da menina. Os outros dois filhos de Marlene, de 17 e 20 anos, foram localizados em boca de fumo na sexta-feira e levados pela polícia. 
 

 

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