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Leia o editorial do Jornal do Povo deste sábado

25 MAR 2017 - 10h:48Por Redação

Pelo peso econômico, importância estratégica e pelo destaque nacional que vem recebendo diariamente na mídia, é hora de Três Lagoas começar a repensar seu planejamento político para o futuro. É tempo de os agentes políticos darem início à um processo de construção positiva de um cenário que enfrenta forte oposição, popular inclusive. Pode até parecer cedo demais para iniciarmos esse debate, mas é bom lembrar que nossa cidade já está sendo invadida por políticos de diversas cidades do Estado que pretendem buscar aqui, em 2018, votos que possam garantir o futuro político deles e das cidades que defendem.

O tema merece especial atenção por diversos motivos. A julgar pelo número de eleitores que temos atualmente, precisamos pensar em fortalecer a representatividade do município e da Costa Leste, no cenário estadual e federal. É claro que também não se pode ficar dependente apenas dos votos obtidos por aqui. Os interessados em alçar voos mais longos precisam começar a agir. Precisam também visitar outras terras, estabelecer contatos, vender suas ideias e propostas. E se ainda não tivermos nem interessados, nem ideias e nem projetos, estaremos então, diante de um cenário preocupante.

É fato que o quadro político nacional, abalado por manchetes negativas envolvendo quase sempre desvios e corrupção, não beneficia muito quem ocupa ou pretende ocupar cargos públicos.

Mas é esse também o momento que devemos fazer reflexões profundas sobre o futuro que desejamos para nós e para nossa região. Em 2018 teremos a chance de promover as transformações que desejamos e, à disposição, mais uma vez, teremos uma arma poderosa: o voto. E se somos obrigados por força de lei á continuar tentando, então que nosso esforço possa ser recompensando. Homens e mulheres preparados para a disputa ajuda muito na hora da escolha.

Três Lagoas terá em breve um Hospital Regional, sedia grandes eventos, abriga um pólo industrial que vem promovendo mudanças importantes na economia sul-mato-grossense além de ter contribuído de forma direta na construção da história do Centro Oeste brasileiro e na identidade do Mato Grosso do Sul. Portanto, construir projetos políticos não pode ser visto apenas como oportunismo. Esse é um assunto que precisa, inclusive, ser tratado com a importância que temos hoje no cenário econômico nacional. O que não devemos é nos omitir. Fazer política é um ato que precisa ser encarado com responsabilidade e planejamento. Três Lagoas não pode se permitir continuar sendo usada como base eleitoral para políticos que só conseguimos encontrar por aqui a cada 4 anos. À esses, temos que começar à dizer “Não” nas urnas.

 

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