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Editorial: Tempo perdido

É fato que aparelharam a máquina da administração federal e tomaram de assalto os cofres públicos

30 JAN 2016 - 11h:03Por Redação

O governo do PT pretende se não houver a declaração de impedimento da presidente Dilma, concluir um ciclo de 16 anos. O líder máximo do PT, o ex-presidente Lula, com cara de paisagem apesar de todos os acontecimentos que se registram na Operação Lava Jato, insiste em dizer que não sabe e que nada tem a haver com o que se apura. Mais ainda, se arvora mais santo do que o próprio papa Francisco. Enfim, sequer condena o debacle que causaram na Petrobras. Prefere considerar que se deu à revelia dos objetivos do PT e seus lideres.

Uns na cadeia, outros já anistiados e outros esquentando cela para cumprir um longo período atrás das grades, apesar da condescendência da lei, que assegura tantos benefícios, que a pena restritiva de liberdade fica convertida em um sem número de alternativas para ser cumprida fora de presídios.

É fato que aparelharam a máquina da administração federal e tomaram de assalto os cofres públicos enraizando por todos os lados os efeitos de uma ação marginal incompatível com o espírito público que o exercício do cargo eletivo exige como sacerdócio que se impõe àquele investido no múnus público.

Se houve conquistas sociais ao logo desses anos de governo do PT na sequencia da administração anterior, todas, acabaram indo por água abaixo na atualidade diante da grave situação econômica que o país atravessa, agravada por mais de um milhão e meio de desempregados, além das condições precárias da saúde pública, da educação, segurança, má qualidade do transporte urbano, principalmente nos grandes centros e falta de habitação digna para a grande legião de brasileiros que mora mal e sequer consegue arcar com os custos da energia elétrica.

Os preços nos supermercados dispararam e o brasileiro que sentiu os prazeres da fartura por algum tempo, constata que o sonho acabou e que a estabilidade cantada em todos os recantos por onde passou a caravana federal era mais uma mentira que pregava aproveitando a credulidade da gente brasileira.

Analistas  econômicos indicam que o país demorará no mínimo cinco anos para recuperar suas finanças e credibilidade junto aos organismos internacionais. Rebaixado pelos organismos internacionais que atestam a robustez econômica de países no contexto mundial, desaconselham investimentos em terras brasileiras.

Enfim, sem aprofundar a análise das mazelas, resta a esperança de o país voltar a se recuperar, diante das características do seu povo e  do empresariado que sistematicamente impulsiona a economia. Basta o governo não atrapalhar. Não cometer mais desarranjos econômicos.

Entretanto, se a presidente Dilma for altiva  e desapegada na força do  cargo que exerce e deixar de sofrer as malévolas influências do ex-presidente, e propor um reforma constitucional instituindo o parlamentarismo como regime de governo, certamente poderá criar um atalho para se recuperar os caminhos de uma economia sadia e de geração de emprego e renda em médio e longo prazo. Ainda lhe restam três anos de governo. Continuaria exercendo as funções de presidente da República, e o primeiro ministro escolhido por ampla maioria congressual proporia uma ampla coalizão reunindo forças políticas efetivamente comprometidas com o desenvolvimento do país e a moralidade pública.

A instituição do regime parlamentarista proporcionaria ao Brasil e aos brasileiros um ambiente de reconciliação, paz e entendimento para banir de uma vez por todas políticos carreiristas e aproveitadores. E, se o Congresso Nacional não entender que se quer para o Brasil um novo tempo, certamente, poderá dissolvido para se renovar através de novas eleições. Uma nova representação parlamentar seria formada e liderada por quem, efetivamente tem condições de propor uma nova ordem econômica e administrativa que gere resultados para todos legitimada pela força do voto sem os efeitos do poder econômico que se vê na atualidade eleição após eleição. Fora desse caminho, estaremos perdidos por mais três anos.  

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