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Enfrentando a crise econômica

3 DEZ 2008 - 07h:00Por Redação

Os dirigentes de médias e pequenas empresas, ao enfrentar os perigos da atual crise econômica, necessitam refletir, racionalmente, frente às suas realidades. Em primeiro lugar, é preciso manter atualizadas as informações recebidas no dia-a-dia, relativas ao seu segmento de mercado e examinar as condições específicas em que a organização está inserida. Por exemplo, uma empresa que não exporta ou importa insumos ou produtos para venda e também não adquire produtos importados no mercado interno, não precisa preocupar-se intensamente com aumento ou queda da taxa cambial.
 
Todavia, o acompanhamento diário das vendas, custos e despesas é prioritário para o timoneiro que enfrenta a tempestade. A atenção deverá também estar voltada para os relacionamentos com seus clientes e fornecedores. Michael Porter, em seu livro ‘Estratégia Competitiva’, ao examinar as forças que interferem nos mercados, revela os cuidados a serem tomados com fornecedores ou clientes com grande poder de negociação, ou seja, que podem fixar preços ou impor condições de fornecimento e pagamento conforme seus interesses. São situações que criam sérios problemas à empresa, seja ela cliente ou fornecedora, porque fica forçada a aceitar ou desistir do negócio.
 
Atenção especial deve ser dada ao investimento existente em capital de giro, ou seja, as aplicações em estoques e contas a receber menos o montante em contas a pagar, fornecedores, folha de pagamento de empregados, impostos e empréstimos bancários. O valor líquido empregado na manutenção dos negócios, que é obtido pelos ativos menos passivos de curto prazo, pode ser excessivo frente às novas condições do mercado. Dividas em dólares são perigosas quando a taxa cambial mostra desvalorização do real, por requerer mais reais para a fim de adquirir dólares para saldá-las. Por outro lado, uma empresa com capital próprio disponível poderá enfrentar a crise em melhores condições, liquidando dívidas e negociando melhor com fornecedores e clientes.
 
Na situação atual, precisamos lançar mão de nossos melhores recursos, analisando com muito cuidado se temos a tecnologia mais recente e se nossa qualidade está de acordo com as exigências dos clientes. No tocante à estrutura familiar, é recomendável que seja reexaminada a questão das pessoas envolvidas no negócio, porque serão necessários conhecimentos técnicos que só profissionais possuem e, se temos pessoas não capacitadas para enfrentar os desafios da crise, ficará mais difícil à empresa superar os obstáculos.
 
Recomenda-se, para as organizações familiares, que se preparem para sucessão dos atuais dirigentes, porque o que foi bom no passado já não tem o mesmo valor. Esta questão não deve ser tratada de afogadilho ou num forte clima emocional.
 
Nossa experiência como consultores de empresas tem demonstrado que as políticas de prevenção de problemas são a melhor forma de a organização enfrentar imprevistos. A estratégia de estabelecer planos de contingência pode parecer pessimista, mas demonstra seu valor quanto surgem ocorrências fortuitas. 

João Baptista Sundfeld é economista

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