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Festa de confraternização pode terminar em demissão

19 DEZ 2008 - 06h:00Por Redação

Bebida e comida à vontade. A música agita os convidados e logo o clima de descontração toma conta do ambiente. Logo surgem comentários engraçados, concursos de piadas, passos mais ousados de dança e até comentários maliciosos relacionados ao chefe. Tudo normal. Exceto pelo fato de o big boss, o próprio, estar na mesma festa e ouvir de camarote as ‘brincadeiras’ a seu respeito.
O cenário relatado acima é um pequeno exemplo do que pode acontecer nas tradicionais festas de fim de ano organizadas por muitas empresas. E a uma semana para o Natal este é o período propício escolhido pelas organizações para promover a confraternização entre a chefia e os colaboradores. No entanto, o funcionário deve ficar atento para não cair em uma armadilha e se tornar alvo de risadas no dia seguinte.
 A missão não é fácil. É bastante complicado para o empregado saber que o fato de vestir camisa pólo, em vez de terno, e estar em um bar, por exemplo, não significa que ele está numa ‘festinha entre amigos’. Mesmo que o ambiente seja informal, é preciso ter em mente que a pessoa ainda está em um compromisso de trabalho.
Nessas ocasiões, há uma linha tênue entre a adequação e a inadequação. As pessoas têm de estar conscientes de que o mesmo grupo que participa da confraternização estará reunido novamente na segunda-feira no escritório e que qualquer deslize cometido pode virar motivo de piada para o ano todo. Ainda mais em uma situação de disputas internas e competição, uma atitude impensada pode dar munição ao inimigo e acabar até em demissão.
Mas isso não quer dizer que a pessoa deva ficar encolhida num canto da mesa sem participar nem interagir com os colegas.
Como se comportar?...Uma boa dica é sentir o ambiente e estar por dentro da cultura da empresa. Se a festa for em um sítio, ao som de samba, pagode e funk, a dança está liberada, mas sempre sem excessos. Para o público da Geração Y, a busca pela informalidade é uma constante. O ideal é que, nesses ambientes, a pessoa tenha um comportamento informal e adequado.
Deve-se prestar atenção quanto à roupa escolhida para a confraternização.
Não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas.
Se no dia-a-dia a pessoa não tem intimidade com o chefe, a festa de confraternização definitivamente não é a melhor ocasião para realizar uma aproximação.
Observar o comportamento dos outros também é uma boa dica que deve ser praticada. Não se pode esquecer que as pessoas são avaliadas o tempo todo e nesses momentos o olho clínico dos observadores está mais apurado do que nunca.


Janete Teixeira Dias é coordenadora da área de Gestão de Carreiras da FIAP e da Faculdade Módulo

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