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Geração Mauro Viegas

16 DEZ 2008 - 06h:00Por Redação

O livro Mauro Ribeiro Viegas – A Construção de uma Vida (Réptil Editora), de Lilian Fontes, contando a vida e a obra do famoso arquiteto, que tive a oportunidade de conhecer há quarenta  anos, nos faz reportar a um Brasil com valores muito diferentes dos atuais. E Mauro  Viegas é exemplo destes bons tempos, da ética, do espírito público, da elegância, da correção, do idealismo. Em 60 anos de atividade imaculada como arquiteto, foi líder de classe (presidiu o CREA e o Instituto dos Arquitetos do Brasil), servidor público exemplar, pioneiro nas casas populares com Negrão de Lima no governo da Guanabara. Como empresário, é destaque desde muito jovem no seu segmento, com o Grupo Concremat, de alta tecnologia no controle de qualidade, no gerenciamento de obras e na recuperação de estruturas.

Ao longo desses anos, nunca misturou a atividade pública com a privada, nem com a defesa dos interesses de classe. E mais: é referência no meio ambiente, estudioso do problema das águas, sob permanente ameaça pela ação predatória do homem. Nunca descuidou da posição de chefe de família exemplar, homem de fé, que tem alegria de ver filho e netos dando prosseguimento à sua obra, com grande competência e reconhecimento do mercado.

Figuras como Viegas estão raras em nossa vida pública e naquilo que deveria ser a verdadeira elite empresarial. Ele nos reporta a um grupo de homens admiráveis, como o foram o engenheiro Marques Porto (com quem iniciou sua carreira), Negrão de Lima, Gilberto Marinho, grande senador do Rio nos anos 50 e 60. Fora outros engenheiros que militavam na esfera pública e eram referência do que existia de melhor na nossa vida social, como João Augusto Penido, Joaquim de Oliveira Sampaio, Paula Soares, César Machado e Emílio Ibrahim. A Procuradoria do Estado da Guanabara (antes Distrito Federal e, depois, Rio de Janeiro) reunia figuras como João de Lima Pádua, Otto Lara Resende, Mauro Dias, Nelson Diz , Roberto Paraíso Rocha, Fernando Sabino, Helio Saboia e outros. Na Medicina, o serviço público ainda conta com notáveis e dedicados expoentes, mas, na geração de Mauro Viegas, já tínhamos sumidades como Hildebrando Monteiro Marinho, Nova Monteiro, Eugênio da Silva Carmo e Marcelo Garcia para ficar em alguns que atuaram no âmbito estadual.

Não seria saudosismo aspirarmos ver nas lideranças empresariais, nos postos públicos, nas entidades de classe, figuras do porte dos citados, para que o Brasil seja um país  respeitado. E  lembrar dessas personalidades, como tantas nos quadros público e empresariais de Minas e outros estados, é apontar exemplos a serem conhecidos e seguidos. A postura digna dos homens de responsabilidade não permite que ganhe terreno práticas condenáveis, dos que buscam vencer com muita velocidade e pouco escrúpulo.


Aristóteles Drummond é jornalista, Administrador de empresas e Relações Públicas

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