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ARTIGO

Nem escola. Nem professor

Leia o artigo do tecnologista sênior Mauro Jorge Saturno

19 OUT 2019 - 07h:28Por Redação

A passagem Dia do Professor, em 15 de outubro, é um bom momento para reflexão da profissão, do local de trabalho, do investimento governamental etc. Pode-se fazer um resumo da situação: o Estado gasta muito, o professor ganha pouco e as escolas estão destruídas. Tantos políticos e não conseguimos uma solução para os problemas.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, em junho, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), referentes ao ano de 2018, com uma informação escandalosa, quatro em cada dez brasileiros com mais de 25 anos nem concluíram o ensino fundamental, ou seja, mais de 53 milhões de pessoas. 

A pesquisa mostrou que, em 2018, existiam 47,3 milhões de pessoas de 15 a 29 anos e, destes, 23% não estudavam e nem trabalhavam, quase doze milhões de brasileiros, a já conhecida geração “nem-nem”, e essa taxa é maior entre as mulheres, com 28,4%, já entre os homens, o índice é bem mais baixo, chegando a 17,6%. Os afazeres domésticos são responsáveis por afastar da escola 24,2% das mulheres, já para os homens esse é o motivo para 0,7%. 

Há diferença se considerarmos a “cor da pele”, pois os brancos têm, em média, 10,3 anos de estudo, enquanto os negros têm 8,4 anos. Já o Nordeste é a região do Brasil onde a população tem menos tempo de estudo, 7,9 anos. E, claro, a região Sudeste é a com mais tempo de estudo com 10 anos. 

E o dado mais assustador, o Brasil ainda tem 11,3 milhões de analfabetos entre a população de 15 anos ou mais, 6,8% dessa população. E a melhora sobre 2017 foi ridícula: apenas 0,1 ponto percentual, ou 121 mil analfabetos a menos. 

Sai governo, entra governo e pouco muda... Com uma situação tão difícil, como esperar melhora quando o próprio ministro da Educação escreve errado e confunde Kafka com kafta? 

*Mauro Jorge Saturno é tecnologista sênior

 

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