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PMDB terá candidato ao Senado

22 NOV 2008 - 07h:00Por Redação

 O senador Renan Calheiros (AL) avisou ao Palácio do Planalto que o PMDB terá candidato à Presidência do Senado e apresentou o nome do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (MA), como o concorrente mais provável. O movimento mira para dentro do partido. “Na hora em que ficar claro que o PMDB terá candidato no Senado, começará o bombardeio contra a candidatura de Michel Temer (SP) na Câmara”, diz um peemedebista.

O que poderia parecer incoerente é pura estratégia. Senadores e deputados disputam o comando do PMDB. A possível eleição de Temer para a Presidência da Câmara desequilibraria a balança do poder. Os deputados contam com dois ministérios e cargos estratégicos no governo, como a presidência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e de Furnas Centrais Elétricas. Além disso, estão à frente da direção partidária, que tem Temer como presidente nacional.

Os senadores querem equilibrar o jogo. Podem fazer isso conquistando a Presidência do Senado ou impedindo a eleição de Temer. Não podem fazer esse movimento abertamente para não entrar em guerra declarada com a Câmara. Tentam uma manobra indireta, criando resistência nas outras legendas, em especial o PT. Por isso, recusam qualquer acordo para apoiar o petista Tião Viana (AC).

Na quarta-feira (19), a bancada do PT se reuniu para avaliar a disputa no Senado. Concluíram que o entendimento com o PMDB é muito difícil e decidiram investir na tentativa de um acordo com o PSDB. Essa hipótese apavora o Palácio do Planalto. Em primeiro lugar, por falta de confiança nos tucanos. Em segundo lugar, porque o governo considera arriscado demais um cenário que coloque petistas e tucanos de um lado e peemedebistas e o DEM de outro. Ameaçaria a estabilidade da base governista e a intenção de ter o PMDB como parceiro do PT na campanha presidencial de 2010.

Gustavo Krieger

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