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5º EIDH

Para pesquisadora argentina da UnB a mulher também é machista

Para ela, não resta dúvidas que os homens sentem vontade de mostrar sua sensibilidade

19 SET 2018 - 09h:09Por Lucas dos Anjos

Alejandra Leonor Pascual, professora doutora e pesquisadora da UnB (Universidade de Brasília), nascida na Argentina e residente no Brasil há mais de 30 anos, esteve em Paranaíba na terça-feira (18) participando do 5º EIDH (Encontro Internacional de Direitos Humanos) e em conversa com o JPNEWS a professora afirmou que o posicionamento feminino na sociedade implica diretamente na inclusão da mulher.

“As mulheres também prejudicam a classe principalmente, e também prejudicam os homens, que desde criança são educados para serem machos, fortes, para bater e tomar posições que são contrárias à afetividade e ao amor“, explicou a pesquisadora.

Para a professora o fato de distanciar cada vez mais as crianças de coisas simples como amor e respeito ao próprio tem influenciado nas gerações que não respeitam as diferenças. “As pessoas não se permitem a ensinar a criança, por exemplo, a cuidar de um filho, que seria no caso um boneco, porque essa afetividade que a população fala que é da mulher na verdade é do ser humano”, disse.

Alejandra, que debateu o tema de inclusão das minorias e, há anos pesquisa sobre o tema em diferentes frentes, explica ainda que não se pode atribuir toda essa responsabilidade as crianças. “É mais complexo, não adianta atribuir essa mudança apenas à educação das crianças, porque as mulheres também são machistas e acabam educando as meninas para serem submissas, limpar casa, fazer um papel omisso na sociedade e no futuro essa corrente seguirá”, observou.

“Essas crianças que crescem dentro de uma educação machista, também terão no futuro uma visão machista da vida, o problema é amplo e se cada um de nós começar a nos questionar, de sentir que não gostamos que a sociedade seja assim, com mulheres apanhando, homens machistas”, assinalou ela durante a conversa.

Para a pesquisadora, não resta dúvidas que os homens também sentem vontade de mostrar sua sensibilidade e saber que serão aceitos, quando chorar ao ver o filho nascer, quando algo bonito acontece, ou mesmo que seja de dor, segundo Alejandra, é a sociedade que está doente, precisando de tratamento e toda doença tem cura.

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