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Acúmulo de pneus velhos turbina risco de dengue

Autoridades pedem empenho de moradores no combate ao inseto transmissor da dengue

27 JAN 2018 - 07h:42Por Lucas dos Anjos

Por ano, cerca de 230 toneladas de pneus velhos são descartadas em Paranaíba. Tudo é enviado para reciclagem em uma empresa de Campo Grande, sem custo algum para o município. O que sobra da trituração dos pneus é usado para composição de asfalto e pisos.

Para facilitar a coleta e armazenamento, o Centro Municipal de Controle de Vetores, criou um Ecoponto para acumular os pneus e por cada viagem são enviadas mais de 30 toneladas. O Ecoponto, que fica localizado na avenida Marcelo Miranda, funciona em horário comercial e para depósito dos pneus não é necessário nenhum tipo de cadastro.

Segundo a coordenadora do Controle de Vetores, Ymara Lucia Zanin Palchetti, além de serem prejudiciais ao meio ambiente, pneus são reservatórios prediletos do Aedes aegypti. “O pneu é  local preferido para desova pela fêmea do Aedes. É um perigo maior dado ao número de pneus jogados no meio ambiente com acúmulo de água”, explica Ymara. 

Ovos do inseto sobrevivem até dois anos sem contato com a água. E eclodem ao aumento da umidade.
A coordenadora ressalta que o município tem tido problemas para transportar os pneus de maquinas agrícolas por conta do volume. “Nós pedimos que, quando for descartar pneus assim, cortem em quatro partes para facilitar o transporte”, disse Ymara.

Outro ponto que preocupa o município é o descarte no meio ambiente e empresas, como oficinas e borracharias, que deixam pneus velhos ao relento, principalmente nos finais de semana, podendo servir como criadouro do inseto.

DESCARTE

A lei que define responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos; dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na logística reversa, fazendo a coleta e envio dos pneus o município cumpre com sua parcela de responsabilidade.
Segundo especialistas, um pneu que for descartado na natureza pode levar até 600 anos para se decompor totalmente.

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