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Amigos e familiares se despedem de engenheiro morto após cobrar dívida de produtor rural

Nas redes sociais, fotos e vídeos em homenagem ao paranaibense se espalham em meio a textos de revolta e pedidos de justiça

19 FEV 2019 - 21h:37Por Leonardo Guimarães

Centenas de pessoas se despedem do engenheiro agrônomo Silas Henrique Palmieri Maia, morto a tiros na tarde de segunda-feira (18), na zona rural de Porto Gaúchos, a 650 Km de Cuiabá (MT), após cobrar uma dívida de um produtor rural da região. As imediações da casa de velório onde o corpo do paranaibense está sendo velado, em Paranaíba (MS), estão tomadas por carros e a movimentação de pessoas é intensa no local. O sepultamento está previsto para a quarta-feira (20) no cemitério do município.

Nas redes sociais, amigos e familiares compartilham mensagens de pesar e revolta com o assassinato do engenheiro de 33 anos, que se casaria no final do ano. Segundo informações, Silas havia recém terminado a construção de sua casa e fazia planos em relação ao futuro. 

Amante de carros antigos, Palmieri mantinha sob extremo cuidado um fusca azul de sua propriedade com o qual, segundo amigos mais próximos, "viveu os melhores momentos de sua vida", nos tempos de ensino médio e universidade.

O caso

O paranaibense Silas Henrique Palmieri Maia, 33 anos, foi morto na tarde de segunda-feira (18) na região rural de Porto Gaúchos, Mato Grosso, a 650 Km da capital Cuiabá. De acordo com a imprensa local o engenheiro agrônomo, que estaria na região para cobrar uma dívida de um produtor rural referente a safra 2018/2019, foi alvejado com quatro tiros na cabeça. Silas era consultor de vendas da empresa Agroinsumos.

Após ser atingido, o engenheiro foi colocado desacordado em uma caminhonete e teria recebido todos os procedimentos de tentativa de salvamento, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local, afirmou à imprensa local um médico que participou do procedimento.

Uma testemunha que estaria com  Silas e ajudou na tentativa de salvamento afirmou que o crime teria ocorrido por volta das 13h enquanto estavam em uma lanchonete da região. O assassino teria se aproximado e surpreendido os dois, sacando a arma e efetuando os disparos. Após alvejar a vítima, o homem teria fugido do local.

Investigação

O delegado da Polícia Civil responsável pelo caso, Carlos Henrique Engelmann, afirmou que o crime foi motivado por um desacordo comercial entre Silas e o suspeito. “Nós temos a prova do homicídio (imagens da câmera de segurança). Essa é a principal materialidade do crime. Agora vamos qualificar o autor que está bastante definido. Ainda não temos conhecimento se ele é conhecido do meio policial. Já conversamos com familiares dele e os advogados já entram em contato. Do outro lado, temos as circunstâncias do crime que foi motivada por um desacordo comercial. Uma determinada dívida que ainda não sabemos o valor, nem quem devia”, contou o delegado ao site de notícias Só Notícias, completando que, para a Polícia, o caso está praticamente resolvido. “Estamos instaurando um inquérito policial, coletando a materialidade, as cápsulas que foram recolhidas, exame pericial da necropsia, do local do crime e vamos ouvir as testemunhas”, afirmou Engelmann. Ainda segundo informações da Polícia Civil local, o assassino deve se entregar nos próximos dias.

Câmeras de segurança do restaurante registraram a execução de Silas, que estava no local em companhia de outro homem. Nas imagens é possível ver o assassino de camisa azul, usando boné e óculos de grau, chegando pelas costas, tocando o ombro da vítima e o executando assim que ele se vira para trás. Silas morreu na hora. O homem que o acompanhava conseguiu fugir no momento dos disparos.

O corpo do engenheiro passou por autópsia no IML de Juína (MT) e foi trasladado para Paranaíba (MS), onde residem seus pais e familiares. Silas será velado na casa de velório Pax Vida, a partir das 17 horas, o sepultamento está programado para quarta-fera (20), em horário a ser definido.

Silas Henrique estudou agronomia na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), no município de Cassilândia. Formado há 8 anos, o engenheiro mantinha um relacionamento sério e pretendia se casar oficialmente no final do ano, não tinha filhos e morava há seis anos em Sinop, onde trabalhava em uma empresa de insumos agrícolas como consultor de vendas.

A Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sorriso e a Cearpa (Centro Estadual das Revendas de Produtos Agropecuários), divulgaram notas de repúdio e pesar pelo assassinato do engenheiro.

 

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