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MULHER PROTEGIDA

Caminhada finaliza ações de Semana de Combate ao Feminicídio

A conscientização é a melhor forma de combate ao feminicídio

7 JUN 2019 - 16h:05Por Talita Matsushita

A 1ª Caminhada pelo fim do Feminicídio reuniu os paranaibenses na manhã desta sexta-feira em Paranaíba (7). A ação encerrou as atividades da “Semana Estadual de Combate ao Feminicídio”, coordenada pelo Governo de Mato Grosso do Sul e desenvolvida pela Coordenadoria do Programa de Políticas Públicas para Mulheres em Paranaíba.

Mato Grosso do Sul tem como madrinha da Campanha Estadual de Combate ao Feminicídio, a atriz e modelo Luiza Brunet. Rose Bevilaqua, coordenadora do Programa em Paranaíba, destacou que o objetivo da campanha é a conscientização e mobilização. “Precisamos alertar a sociedade sobre a violência contra a mulher e contra o feminicídio. É um problema da sociedade. É necessário mostrar que não é normal. A conscientização é a melhor forma de combate ao feminicídio”, completou.

A Lei estadual nº 5.202, de 30 de maio de 2018, de iniciativa do Governo do Estado, instituiu o dia 1º de junho como o “Dia Estadual de Combate ao Feminicídio”, com objetivo de sensibilizar e conscientizar toda a sociedade de que a violência sofrida pelas mulheres muitas das vezes leva à morte violenta, divulgar os serviços e os mecanismos legais de proteção à mulher em situação de violência e as formas de denúncia. Com a normatização da lei também foi instituída a Semana Estadual de Combate ao Feminícido. Com essas políticas públicas, o desafio do Governo do Estado é sensibilizar toda a sociedade civil no combate à violência contra a mulher.

O trabalho foi focado em três frentes: orientação de mulheres sobre serviços existentes e locais de ajuda; informação sobre atitudes agressivas e como elas violam os direitos das mulheres; e  discussão sobre a necessidade de enfrentamento à violência contra mulheres.

A lei do feminicídio, que considera homicídio qualificado o assassinato de mulheres em razão do gênero, é recente – março de 2015. O crime é motivado por violência doméstica ou discriminação. Esse é o único tipo de violação que cresceu em Mato Grosso do Sul em 2019 na comparação com 2018, saindo de 14 para 16 – alta de 14%. Já as tentativas de assassinatos de mulheres, igual a sofrida por Bruna, registrou alta de 109% – saltando de 22 para 46. O período analisado é de 1º de janeiro a 26 de maio.

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