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Delegado é o primeiro a ser ouvido no julgamento do caso ‘Delanzinho’

A expectativa é que o julgamento termine somente no final da tarde desta sexta-feira (5)

4 AGO 2017 - 10h:19Por Talita Matsushita

O delegado de Polícia, Lúcio Fátima da Silva Barros, responsável pelo inquérito que incrimina Marlon José Anselmo da Silva e Sharlon Alves Garcia pela morte do jovem Vanderlan Alves de Freitas Júnior, 26 anos foi o primeiro a ser ouvido no Tribunal do Júri no Fórum de Paranaíba. O delegado destacou durante seu testemunho, que durou pouco mais de uma hora, como ocorreram as investigações, os possíveis motivos do crime e como chegaram em Marlon e Sharlon como possíveis autores.

O Júri foi formado por sete jurados, sendo quatro mulheres e três homens, o Tribunal está lotado de familiares e amigos de Delanzinho, além de familiares de Marlon e Sharlon. A expectativa é que o julgamento termine somente no final da tarde desta sexta-feira (5). A entrada no local é restrita, sendo possível somente com o uso de senha.

Há um forte esquema de segurança no local, são sete viaturas que bloqueiam a entrada do Fórum e 22 policiais que fazem a segurança do local; segundo a PM o motivo do reforço é o fato da grande repercussão do caso.

Segundo o advogado de Marlon, José Roberto Rodrigues da Rosa, a estratégia será a negativa do crime, até porque, segundo ele, não há provas que indiquem que seu cliente tenha sido o mandante do caso. “As repostas estão todas nos autos”, disse. O processo tem aproximadamente três mil páginas.

Marlon chegou ao Fórum acompanhado de seu advogado e foi recebido por amigos.

Já Sharlon, que atualmente está preso, está sendo defendido pelo defensor público Fabio Luiz Sant’Ana de Oliveira.

A família de Delanzinho chegou ao Fórum reunida e segundo a mãe, Maria Alves de Freitas, conhecida como Mariinha, disse a reportagem do JPNews que acredita na Justiça de Deus, com relação ao adiamento por três vezes ela declarou que “confia muito no tempo de Deus”.

Sem dizer qual o sentimento e expectativa sobre o dia de hoje, ela assiste ao julgamento ao lado dos outros filhos e esposo, Vanderlan Alves de Freitas.  

Segundo o delegado o motivo seria passional, por conta de um relacionamento amoroso que Vanderlan e Marlon mantiveram com a mesma mulher na época. O delegado ainda falou sobre ligações feitas no dia do crime entre os acusados, a mudança do número de celular de ambos três dias após o crime e o fato de Ronaldo ter confessado o crime antes de morrer.

Segundo o delegado, Ronaldo teria dito a um amigo que teria que receber R$ 12 mil de Marlon por ter matado Delanzinho.  

Estava prevista a presença de quatro testemunhas, porém somente três compareceram.

O juiz Cassio Roberto dos Santos não permitiu que fossem feitas fotos dentro do Tribunal.

O caso

Delanzinho foi morto a tiros no dia 26 de julho de 2008, por volta das 17h30, na rua  Major Heliodoro Rodrigues (abaixo das Fipar - Faculdades Integradas de Paranaíba). Na tarde do crime o jovem havia estacionado seu veículo Gol, de cor branca, em frente a uma residência próxima do local dos fatos, onde era realizada uma festa. Assim que desceu do carro, ele foi abordado por dois indivíduos em uma motocicleta.

 Uma vizinha relatou que presenciou quando o condutor da moto colidiu com o veículo contra Vanderlan, derrubando-o no chão. O passageiro da moto desceu do veículo e desferiu socos contra ele e com a mão na cintura disse: “quer viver, então corra”.

 Provavelmente, Vanderlan notou que o agressor estava armado e correu rua abaixo. Ele foi perseguido pelo indivíduo, que efetuou um disparo de revólver, e nesse momento a vizinha ouviu a vítima dizer “para, para, para”. Em seguida, foram ouvidos mais cinco disparos, que atingiram Vanderlan nas costas, peito e boca. Ele caiu no chão, próximo a um monte de areia, e teve morte instantânea.

Enquanto o indivíduo efetuava os disparos, o seu colega ficou lhe aguardando em cima da moto, parado na esquina. Após disparar contra a vítima, o atirador correu, subiu na garupa da moto e ambos desapareceram.

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