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Demora em autorização de exame gera crítica

Procedimento que avalia a presença de lesões que afetam os nervos e músculos, tem custo médio de R$ 300

29 SET 2018 - 08h:46Por Talita Matsushita

A cuidadora de idosos, Devanir Silvéria Aguiar, de 56 anos, aguarda há mais de cinco meses para fazer um exame em sua mão. Tão complicado quanto o nome do procedimento, que é eletroneuromiografia, tem sido conseguir uma vaga para descobrir o motivo das dores que têm sentido desde o início deste ano.

Devanir relata que no dia 17 de abril passou por consulta com o ortopedista, que fez a solicitação, e desde então ela guarda numa fila que não sabe em qual posição está. O exame é realizado em Campo Grande.
“O sistema daqui lança para Campo Grande e eles não respondem. Não tenho condições de pagar. O jeito é esperar”, disse.

Ela disse que sente dormência na mão direita e dores em um braço. Um médico consultado suspeita que seja problema em nervo. “O médico disse que enquanto não tiver o resultado do exame não vai passar medicação, só disse pra eu caminhar, mas não tá virando nada. Eu passo a noite toda acordada, é só deitar que a mão adormece, parece que tira a circulação (sic)”, explicou.

De acordo com Devanir, um médico disse que demoraria para fazer o exame, mas que não esperava tanto tempo. “Ninguém garante que esse ano saia minha vaga, e pelo jeito não vai sair. Se fosse o caso de morrer, já tinha morrido”, disse. 

A eletroneuromiografia avalia a presença de lesões que afetam os nervos e músculos. O custo médio é de R$ 300.

“CONTA GOTAS”

De acordo com a central regulação de vagas de Paranaíba, a solicitação foi feita e, agora, aguarda autorização da central estadual, de Campo Grande. “Este exame é autorizado ‘à conta gotas entupido’. Vamos mandar um e-mail pra central de lá, pedindo que eles deem uma olhada com carinho na solicitação, é a única coisa q podemos fazer, já que dependemos deles pra autorizar (sic)”, diz um comunicado enviado pelo setor.

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