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'Envie um projeto derrubando a taxa e nós votamos', diz presidente da Câmara

Grupo de vereadores, chamado de G9, assume ser oposição a partir de agora e afirma que "taxa do lixo" não será aprovada

3 JAN 2018 - 22h:27Por Lucas dos Anjos e Leonardo Guimarães

Um grupo de vereadores chamado de “G9” e composto pelos legisladores Carlos Renato Garcia Rios (Corujinha-PR), Nelo José da Silva (PSDB), Marcos Antônio Pereira Magalhães (Marcão-PSDB), Paulo Borges Beviláqua (Bodinho-PROS), Cesar Moreth da Silva Queiros (DEM), Adriano Aparecido Alves Caçula (PSC), Paulo Henrique Cançado Soares (PDT), Jalmir Batista Modesto (MDB) e Ailson Antônio de Freitas (Binga-PDT), assumiram ser oposição e declararam voto contrário ao projeto que prevê a cobrança da “taxa do lixo” em Paranaíba (MS). A declaração foi dada em entrevista ao Jornal do Povo, que vai ao AR na Rádio Cultura FM Paranaíba 106.3Mhz.

O posicionamento do grupo aconteceu após sessão extraordinária solicitada pelo prefeito Ronaldo José Severino de Lima (Ronaldo Miziara-PSDB) para a votação de quatro projetos, entre eles, a “taxa do lixo”.  

A sessão que aconteceu na sexta-feira (29) contou com o quórum mínimo necessário para ser realizada, cinco vereadores, porém, não houve a possibilidade de votação dos projetos enviados pelo Executivo Municipal. Para serem apreciados pelos vereadores, seria necessária a presença de pelo menos sete legisladores.

Em conversa com os apresentadores Leonardo Guimarães e Nino de Assis, os vereadores alegaram que o Executivo deveria ter enviado os projetos, em especial da cobrança da "taxa do lixo", com mais tempo para análise e com dados mais claros e objetivos. “Mandaram um projeto na correria, cheio de cálculos estranhos, que não dá para identificar valores de quanto o cidadão iria pagar. Nós não iríamos votar algo sem saber todos os detalhes”, afirmou Marcos Antônio Magalhães.

O presidente do legislativo, Nelo José da Silva, afirmou que, apesar de sempre pedir paciência aos colegas e calma com o prefeito ao longo do ano, os vereadores se sentiam funcionários de Miziara e deu seu líder, o vereador Andrew Robalinho (PMDB). “Só ele falava. Não podíamos opinar em nada. A verdade é que os vereadores pareciam funcionários do prefeito, e nas reuniões só o líder dele é quem queria falar”, disse. O vereador Carlos Renato também comentou sobre a relação conturbada com o líder do prefeito. "Só ele quem fala... É aquele jeito 'robalinho' de ser, né', afirmou.

Nelo sugeriu ainda que o prefeito envie ao legislativo um projeto que derrube a cobrança da “taxa do lixo”. “Ele está dizendo que se não cobrar será processado, que a promotora disse isso a ele. Então basta enviar um projeto derrubando a lei da taxa que iremos votar favorável, e assim não será preciso cobrar da população. É simples. Se essa é a desculpa dele para afirmar que tem que cobrar”, concluiu.

Para os vereadores do G-9, em relação ao projeto de utilização da mão de obra de albergados no serviço de limpeza pública, o prefeito está usando de má fé ao dizer que a população foi prejudicada por não terem comparecido à sessão extraordinária, pois o contrato com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) pode ser aditivado por mais um ano.

Sobre o projeto de cobrança de taxa de iluminação pública de terrenos baldios e loteamentos, que também seria colocado em pauta durante a sessão extraordinária, o vereador Jalmir Batista Modesto esclarece que os legisladores do G9 também são contra, pois acreditam que os terrenos não devem ser doados novamente e os donos dos terrenos já pagam mais no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). “A alíquota do IPTU de um terreno é maior do que de uma casa e mesmo que o dono não pague a taxa de iluminação do terreno, ele já paga na casa onde ele mora”, explicou.

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