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ECONOMIA

Exportações de carne para o Irã serão retomadas, garante frigorífico.

Prioridade é o pagamento de pessoal. Demitidos serão recontratados.

18 FEV 2016 - 18h:23Por Roberto Chamorro

O contrato de exportação de carne bovina para o Irã será retomado a partir de março, garantiu um dos diretores do frigorífico Total S.A., Mauro Suaiden. Em entrevista exclusiva para o RCN Noticias ele confirmou que a unidade industrial de Paranaíba foi um dos nove frigoríficos de Mato Grosso do Sul habilitados para exportar carne bovina para a Arábia Saudita.

Ele esclareceu que embora habilitado, o grupo ainda não possui contrato de exportação para aquele país do Oriente Médio. “Nós temos contrato de exportação para o Irã”, assegurou. O empresário explicou que o atraso na folha de pagamento dos empregados da empresa, e com alguns fornecedores, ocorreu em função de problemas com um dos exportadores do Irã que suspendeu as compras no período entre o Natal, Final de Ano e o Carnaval.

Mauro Suaiden disse que um problema de valor, devido à cotação do câmbio, estava sendo resolvido e as pendências seriam liquidadas nos próximos dias. “A prioridade da empresa é o pagamento do pessoal”, afirmou. O dirigente da Total S.A. reconheceu o protesto dos trabalhadores que foram demitidos e sinalizou a recontratação dos mesmos, com a retomada dos abates, previsto para o início do mês de março.

A expectativa é de que nos meses de abril e maio, as operações de abate possam empregar em torno de 400 pessoas, uma vez que a planta para desossa voltará a entrar em funcionamento. Sem citar número de abates, Mauro Suaiden prevê que uma agenda positiva poderá ser estabelecida a partir da retomada do contrato de exportação para o Irã.

Ele explicou que o mercado internacional, em especial os países do Oriente Médio, possuem ciclos de negócios, com particularidades que estão sendo conhecidas pelo grupo, por exemplo, a questão religiosa. O empresário revelou que o grupo está montando um calendário para que possa dispor de um leque de opções para buscar contratos com  países como Argélia, Rússia e Arábia Saudita.

 

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