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PARANAÍBA

Governo de Miziara busca alternativa para reduzir déficit sem taxa do lixo

Primeiro escalão da Prefeitura de Paranaíba estuda ao menos duas formas de conseguir recursos com tributação de morador

15 JUN 2018 - 08h:44Por Valdecir Cremon

Secretários do primeiro escalão do governo de Paranaíba estudam, há duas semanas, formas de reduzir ou ao menos minimizar as perdas da administração municipal com a falta de tributação específica para a coleta de lixo na cidade. As alternativas, que não serão divulgadas antes de avaliação do prefeito Ronaldo “Miziara” de Lima (PSDB), podem ser embutidas em outros tributos já cobrados ou terem base de cálculo diferente da apresentada na proposta enterrada pela falta de acordo com vereadores - de oposição e da base -, no final do ano passado. A base eram gastos mensais com água e luz pelas famílias beneficiadas pela limpeza da cidade.

Sem os recursos que poderiam sair da “tributação do lixo”, o município amarga gasto de R$ 780 mil, neste ano, até 31 de maio. No mesmo período, a receita poderia chegar a R$ 900 mil, considerando a cobrança máxima de R$ 6 mensais a cerca de 5,5 mil famílias. 

O gasto diário para o transporte de lixo a um aterro sanitário particular, na divisa de Três Lagoas e Água Clara, distante 270 quilômetros de Paranaíba, é de R$ 6 mil por dia, desde a desativação do depósito de lixo municipal, interditado por falta de licenciamento ambiental e por um desacerto com o Ministério Público Estadual, contrário à prorrogação do uso do local.


CUIDADOS 
O secretário municipal de Finanças, Carlos Antonis Ferreira, preferiu não dar detalhes sobre a busca de saída. Disse apenas que “o assunto não está encerrado”, após participar de reunião, anteontem, com assessores da área financeira da prefeitura. 

Os dados sobre perda de receita e o custo gerado pela manutenção da coleta e transporte de lixo - classificados como essenciais - são tratados com cuidado pela administração. Na primeira tentativa, 9 dos 11 vereadores fizeram uma rebelião contra Miziara e boicotaram uma sessão em que a proposta de tributação seria votada, sob forte pressão de moradores. Uma das consequências do boicote foi a dispensa de comissionados indicados por vereadores em todas as secretarias. Parte deles voltou aos cargos, posteriormente, por outros meios.

Na nova proposta, a prefeitura deve, ainda, ampliar a faixa de isenção do tributo, estendida originalmente a cerca de mil famílias. (Colaboraram Talita Matsushita e Lucas dos Anjos)

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