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VIOLêNCIA

Homem que torturou ex-namorada poderá ir à júri popular

Mulher foi socorrida pela mãe de seu agressor

17 AGO 2019 - 08h:02Por Talita Matsushita e Valdecir Cremon

Testemunhas de uma tentativa de feminicídio, ocorrida em  abril deste ano, foram ouvidas pelo juiz criminal de Paranaíba, Cassio Roberto dos Santos, durante duas audiências, nesta semana. O promotor responsável é Leonardo Dumont Palmerston, atua na acusação do processo, que corre em segredo de Justiça.

Os próximos passos do processo são as alegações finais das partes, em que serão apresentados os argumentos finais dos envolvidos. Em seguida será declarada uma decisão do juiz para enviar, ou não, o caso para júri popular.

A vítima, de 22 anos, teve o rosto parcialmente desfigurado após ser espancada pelo ex-namorado, durante uma sessão de tortura por não aceitar reatar o relacionamento. De acordo com o inquérito, ela foi agredida fisicamente durante quatro horas antes de conseguir escapar do agressor, um homem de 28 anos, reincidente em crime de violência doméstica. 

A delegada Eva Maira Cogo, que investigou o crime, concluiu o inquérito e prendeu Carlos Eduardo Machado, afirmou que foi “um milagre” a mulher ter sobrevivido.

O CRIME

Carlos Eduardo invadiu a casa da ex por volta das 2h no dia 13 de abril. A m mulher ficou sob o domínio dele por cerca de quatro horas. O espancamento deixou marcas de sangue nas maçanetas e paredes da casa, no bairro da Cohab Santa Rita de Cássia. 

A vítima conseguiu convencer o agressor a irem para a casa da ex-sogra e após garantir que não contaria a ela sobre o ocorrido. Mas, ao chegar na casa com o rosto desfigurado, a mãe de Carlos Eduardo levou a vítima ao hospital e a Polícia Civil foi avisada.

Desde então, o agressor é mantido em uma ala do presídio de Paranaíba onde ficam apenas acusados de estupro e crimes sexuais, separados dos demais. 

Carlos, já havia sido foi preso em flagrante em outra situação de agressão à mulher e foi condenado. 

JULGAMENTOS

No início da semana, o tribunal do júri de Três Lagoas condenou a cinco anos de prisão em regime aberto o acusado de matar Marcos Nascimento de Paula, conhecido como “Buiú”, no Jardim Maristela, zona Oeste da cidade, em 10 de outubro de 2015, no final da madrugada, dentro de um bar.

Giordani da Silva Kumagai foi acusado pelo crime. Marcos Nascimento foi morto a golpes de canivete após - de acordo com o processo - ter feito ameaças a Giordani.

A defesa requereu reconhecimento de “homicídio privilegiado” em que o autor revida a uma agressão. O Ministério Público reconheceu a condição e os jurados consentiram que Giordani teria sido levado a se proteger de Buiú. Na sentença, contudo, o juiz Rodrigo Pedrini Marcos, cita que a reação poderia ser evitada. Giordani poderá recorrer em liberdade.

Outro júri marcado para esta sexta-feira, em que Wagner  Alves de Lima, de 30 anos, seria julgado pela morte do comerciante   Aguinaldo Martins, na época com 48 anos, em um acidente trânsito, abril de 2012, foi adiado. Uma nova data não foi marcada.

 

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