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PARANAÍBA

Azambuja nega reajuste salarial a policiais militares

Pagar em dia, conforme Benites, é o mínimo que Azambuja deve fazer, pois a população não para de pagar impostos

1 JUN 2017 - 09h:29Por Talita Matsushita

Diante da negativa do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) de que não haverá reajuste para nenhuma categoria neste ano, os militares realizam nesta sexta-feira (2) uma assembleia geral para definir como a categoria reagirá diante da decisão do Governo do Estado. Revoltados com a posição de Azambuja, eles querem que seja corrigido ao menos o índice da inflação, que é de 7,69%.

Segundo sargento Marco Antônio Benites, diretor regional da Associação dos Militares em Paranaíba, houve uma reunião em Campo Grande com o secretário de Administração, Carlos Alberto Assis, e a informação é de que o índice de reajuste é zero. “Lamentável este fato, tendo em vista que estamos há três anos aguardando no mínimo a reposição da inflação e nos vem esta notícia de que nada será feito”, afirmou.

Pagar em dia, conforme Benites, é o mínimo que Azambuja deve fazer, pois a população não para de pagar impostos. Os salários dos militares, frisou, estão ficando defasados e não só isso, existe o fato de muitos militares estarem se aposentando e com isso há uma defasagem grande no efetivo. “Precisamos repor estas vagas, espero que o governo atenda isso”, reforçou.

Benites explicou que os militares não podem fazer greve, mas que a partir da Assembleia nesta sexta-feira será decidido as medidas que serão tomadas. “Nosso compromisso com a população nunca deixou de ser cumprido”, disse.

Outro ponto abordado pelo sargento foi o fato do concurso, que ainda não tem data para ocorrer, segundo ele, é preciso que haja sensibilidade por parte do Governo em cobrir a defasagem criada a partir das aposentadorias. “Estão querendo impor a nós brasileiros pagar uma conta que não é nossa. Temos que ser tratados com respeito”, ressaltou.

Benites também afirmou que em todo Estado o policial tem trabalhado com a força de vontade, pois com pouco efetivo, muitas vezes viaturas ficam paradas por falta de policiais para coloca-las no policiamento ostensivo.

“Temos que ressaltar a boa vontade dos policiais que todos os dias colocam marginais na cadeia, os presídios não param vazios e isso é graças ao esforço dos policiais, tanto civis quanto militares, e tem que haver uma recompensa por isso, no mínimo a inflação deve ser repassada”, pontuou.

Benites pede ainda que o governador deve se fazer presente nas reuniões, e não somente seus assessores. “Com todo respeito, precisamos olhar pro governador e saber o que está acontecendo, diretamente dele e agora vamos partir para nossa Assembleia”, finaliza.

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