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Moradores do Daniel V relatam descaso em rotina no bairro

“Como que nosso bairro é clandestino se nós pagamos impostos e taxas?" questionou o morador

27 MAR 2018 - 14h:44Por Lucas dos Anjos

Desde o período chuvoso de 2017 os moradores dos bairros Daniel 4 e 5 têm vivido dias de extremo descaso por conta dos problemas com as vias públicas. Na rua Nilson Pimenta de Melo uma cratera, que foi aberta no início do mês de janeiro, não foi resolvida até o presente momento e alguns moradores não conseguem passar pela rua, por conta do buraco.
O pescador, Silvio Santos Maia de 46 anos, reside na rua Um e para ter acesso ao centro precisa passar pela rua Nilson Pimenta de Melo, mas a passagem está interrompida e para sair de casa ele utiliza um atalho. “Tem que passar pelo campinho pra sair de casa, porque pela rua não tem jeito, eles arrumaram as travessias, mas a extensão da rua continua do mesmo jeito”, contou ele.
Outro problema é o acumulo de galhadas e entulhos despejados pelos caminhões da prefeitura. “Eu não sei pra que fazem isso, só piora, quando chove então nem se fala”, explicou.
Maia afirmou ainda que se sente abandonado, porque nunca o problema perdurou por tanto tempo. “Eu conversei com o Ronaldo, ele disse que como o bairro é irregular não tem como fazer nada, nós temos que acreditar e continuar aqui esperando uma solução em verdadeiro sentimento de descaso”, finalizou o pescador. 


Quem vive situação semelhante é o pedreiro João Martins de 54 anos, ele reside na rua Quatro e além da cratera que o separa do outro lado do bairro a má infraestrutura da rua faz com que a água passe dentro de sua residência. “Quando chove aqui em casa parece uma correnteza de tanta água que passa aqui dentro, meus móveis já estragaram várias vezes e a gente fica desse jeito, vivendo como bichos”, lamentou ele.
O pedreiro disse que é amigo de Ronaldo Miziara (PSDB) e conversou com ele, mas o prefeito lhe explicou que o problema é que o bairro é clandestino. “Como que nosso bairro é clandestino se nós pagamos impostos e taxas? Porque é clandestino nós vamos ficar vivendo em condições desumanas? Aqui não tem jeito de viver mais, é só chover a gente fica a pé”, pontou o homem indignado.


Martins contou ainda que tem sido com frequente a aparição de cobras, ratos e escorpiões na casa dele. “O bairro é clandestino e de certo não pode nem cortar o mato, porque aqui em casa já ficou comum aparecer cobra, escorpião, ratos. Tem um salão abandonado aqui na frente que é um depósito de bichos”, afirmou.
Já a moradora Fernanda Navega de 44 anos contou a redação do JPNEWS que cansou de tentar cobrar das autoridades uma solução, pois sabe que não vai resolver. “Eu cansei, não posto mais nada e nem cobro, eles não vão resolver mesmo, o que tenho que fazer é acostumar com isso aqui”, disse.


Na rua Manoel Salustiano da Rocha o mesmo buraco aberto em janeiro segue da mesma forma e os problemas com galhadas se repetem, segundo o morador Flávio Rocha de 33 anos, por duas vezes a viatura da Polícia Militar durante perseguições teve problemas por conta dos buracos. “Esses dias eles bateram na tampa do bueiro e quase taram no muro e outra vez não passaram porque fizeram um caminho pra passar só moto”, explicou ele.
Enquanto fazia a reportagem à equipe do JPNEWS flagrou a difícil travessia de um motociclista na rua, que por conta da profundidade do buraco quase caiu.


Quem também relatou a difícil rotina no bairro foi à dona de casa Irene Guilherme de Freitas que no momento da reportagem estava passando por dentro de um terreno, porque não há como passar pela rua. “A gente que mora aqui se sente abandona pelo poder público. O povo joga lixo pra ver se consegue facilitar a passagem, porque se não é pelo terreno da esquina”, relatou a dona de casa. 


Claudionor Paulino da Silva, que era o presidente do bairro e tinha mandato até dezembro de 2017 renunciou ao cargo, pois segundo ele, não adianta tentar melhorias para a população, porque o prefeito não atende. “Eu cansei em bater em ferro frio, não tem jeito, tudo que a gente pede ele [Ronaldo] não resolve”, contou o ex-presidente.
Claudionor esteve à frente da associação do bairro Industrial de Lourdes por sete anos e renunciou em março.


Outro lado


Por telefone, o secretário de Obras e Urbanismo, Tulio Neles Brinck Botelho disse que até segunda-feira (2) as máquinas da prefeitura vão iniciar o reparo das vias.

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