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RISCOS

Moradores reclamam de esgoto a céu aberto e buracos em bairro

Falta de saneamento e crateras que dificultam o tráfego de pessoas são problemas comuns no Daniel 5

7 ABR 2018 - 10h:37Por Talita Matsushita e Lucas dos Anjos

Moradores da rua Manoel Salustiano da Rocha, no bairro Daniel 5, de Paranaíba, têm sofrido com o que chamam de “abandono do poder público”. Além de muitos buracos em ruas sem  asfalto, um problema com esgoto sem tubulação é alvo de críticas. 

“Não têm mais para  quem a gente pedir para arrumar os buracos, porque eles [a prefeitura da cidade] nunca arrumam. Pelo menos o esgoto eles [a Sanesul] deveriam arrumar. Está uma ‘porcagem’ na porta das casas. Não tem como sair. O mau cheiro é forte. Está difícil”, disse Rose Moraes, moradora do local.
Ela relata que os piores horários de Sol mais intenso, entre 10h e 16h. “Dá nojo dessa água fedida passando aqui na porta da minha casa”, enfatizou.

A responsável pelo saneamento básico na cidade é a estatal Sanesul (Empresa de Saneamento Básico de Mato Grosso do Sul), que afirmou ter ao local na sexta-feira (30) para consertar o defeito, após reportagem veiculada no “Jornal do Povo”, programa de notícias da rádio Cultura FM 106,3 MHz.
De acordo com a supervisora da empresa na cidade, Yara Pimenta, o problema ocorre com frequência por conta do mau uso da rede de coleta de esgoto. 

“A tubulação fica obstruída porque há o lançamento indevido de outros materiais, além de esgoto. A rede é dimensionada apenas para o esgoto”, explicou.

Além do mau cheiro, o esgoto atrai insetos e roedores, gerando risco à saúde de moradores, principalmente de crianças, brincam numa poça que se forma com o entupimento da rede. “Eu tenho filhos e fico cuidando para não irem lá quando isso ocorre”, disse Rose Moraes.

BURACOS
Os moradores ainda reclamam de problemas ruas do bairro. Na rua Nilson Pimenta de Melo uma cratera aberta em janeiro não foi tampada até esta sexta-feira (6). Moradores dizem que não conseguem passar pela rua por conta do buraco e do acumulo de galhos e entulho de construção despejados no local. Procurado pela reportagem por duas vezes, nesta semana, o secretário municipal de Obras, Tulio Neles Brink Botelho, não quis dar entrevista. 

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