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DIA DOS NAMORADOS

Psicóloga diz que casais precisam aprender a conversar

Outro ponto que os casais divergem na maioria das vezes é o medo de se envolver, e isso faz com que as relações fiquem efêmeras

12 JUN 2018 - 16h:31Por Talita Matsushita

O Dia dos Namorados é uma data comemorativa, não oficial, destinada aos casais de namorados, pretendentes e apaixonados. É tradição a troca de presentes, bombons e cartões com mensagens de amor entre namorados ou pessoas que se amam. No Brasil, esta data é comemorada em 12 de junho. 

Em nosso país foi escolhida a data de 12 de junho por ser véspera do dia de Santo Antônio (13 de junho). Assim como em diversos países do mundo, aqui também é tradição a troca de presentes e cartões entre os casais de namorados.

A psicóloga Vivian Nunes especialista em psicanálise, psicoterapia de casais e avaliação psicológica, em participação no Jornal do Povo, que vai ao ar na Cultura FM Paranaíba, 106,3 Mhz, explicou que hoje um dos maiores problemas das relações amorosas é a falta de diálogo e a ilusão da perfeição dentro de um relacionamento a dois.

“Na atual sociedade as relações estão mais complicadas, até por um questão cultural, se prega muito a liberdade e as pessoas confundem muito, não conseguem entender que uma relação mais séria não vai tirar a sua liberdade. Confundem liberdade com libertinagem”, disse.

Outro ponto que os casais encontram na maioria das vezes é o medo de se envolver, e isso faz com que as relações fiquem efêmeras. “A relação é quando você se envolve e mostra seu lado bom ou ruim, porque não existe perfeição. A relação é você aprender a se relacionar com a pessoa que você escolher. Compartilhar e aceitar o parceiro como ele é”, explicou.

Os namorados, disse, precisam ter diálogo, até mesmo pelo fato de não ter uma convivência tão intensa como no casamento. Vivivan destaca que a falta de diálogo nasce no namoro, onde é preciso deixar claro suas vontades. “Você precisa conversar, dizer o que sente e o que espera do outro. As pessoas precisam falar, o outro não vai adivinhar, nem todo mundo tem a percepção de ver talvez o descontentamento com alguma situação”, contou.

No namoro, conforme Vivian, existe a questão dos jogos de sedução, onde um espera que o outro ceda após uma discussão, ou até mesmo mandar uma mensagem, o que acaba prejudicando a relação, pois ela desgasta e esfria.

Entre outros pontos, Vivian pontua que querer mudar a personalidade do companheiro é um erro, pois caso não haja vontade própria em querer melhorar e autoconhecer-se, a tendência é piorar. “Nós agimos de um modo inconsciente e isso se torna automático, é importante refletir sobre os pontos positivos e negativos e partir daí promover uma mudança interna”, finalizou.

Pesquisa

Se você acha que dinheiro, mais precisamente a falta dele, e a pouca frequência sexual são os principais motivos de conflitos dos casais brasileiros, você se enganou. Pesquisa realizada pelo Instituto do Casal entre os dias 17 de abril e 2 de junho, com 708 pessoas de todo o Brasil, revelou que o principal motivo das brigas na vida a dois é a falta de organização da casa e dos objetos pessoais, pelo menos para 51% dos entrevistados.

Em seguida estão a falta de diálogo e o uso excessivo do celular, com 48% e 47%, respectivamente. Em quarto lugar ficou o excesso de críticas, com 43% e, por último, a divisão injusta das tarefas domésticas, com 42%.

Cerca de 36% dos casais têm conflitos semanais, 26% mensais e 8% diários. Apenas 30% dos entrevistados responderam que raramente tem conflitos.

Embora a maioria dos casais (70%) tenha conflitos, 85% nunca fez ou procurou terapia de casal. Mas, quando perguntados sobre quem procurariam em caso de precisar de ajuda para resolver um conflito conjugal, 45% dos entrevistados iriam procurar um terapeuta de casal e 40% um amigo. A família foi a última a ser citada como um recurso para a solução de uma briga do casal.

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