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PARANAÍBA

Servidores municipais de Paranaíba querem redução da carga horária

Prefeito decidiu que a partir de agora todos os servidores do município deverão cumprir 8 horas diárias

4 MAR 2017 - 11h:57Por Talita Matsushita

A regularização da carga horária dos servidores de Paranaíba tem causado reclamações por parte de algumas categorias do funcionalismo público, uma delas são os administrativos da Educação, que pedem a redução da carga horária para seis horas diretas, no lugar das oito horas como vem sendo cumprido atualmente.

A atual gestão definiu que a carga horária dos servidores seria de oito horas diárias, visto que não havia uma definição do horário a ser cumprido no Paço Municipal nas administrações anteriores. A ordem agora é que todos os trabalhadores cumpram a carga horária descrita em edital de concurso, que na maioria dos casos é de 40 horas semanais. Os servidores que pedem flexibilidade no horário de trabalho são os monitores, cozinheiras, serviços gerais, inspetores das unidades escolares de Paranaíba. Eles pedem que o prefeito permita que eles trabalhem seis horas seguidas diariamente. O assunto chegou a provocar a realização de uma assembleia. 

O presidente do Sindispar (Sindicato dos Servidores Públicos de Paranaíba), Antônio Marcos Ferreira da Silva, disse que muitos servidores estão insatisfeitos. “É público e notório o quanto nossa categoria está descontente com as mudanças. Sequer fomos consultados sobre essa alteração na carga horária. É importante ressaltar que isso desrespeita a legislação, pois os servidores chegam a ficar sem horário de almoço em alguns casos”, disse Antônio.

Segundo a secretária de Governo, Renata Rios, cada um prestou concurso já sabendo da sua carga horária, por isso o prefeito tem exigido que se trabalhe todo período. O presidente ainda afirmou que essa é uma medida para tapar buracos. “Eles estão pressionando o servidor para trabalhar mais para que possam tapar os buracos deixados nas escolas e creches, mas isso não está dando certo. Se o prefeito quer implantar jornada de oito horas, então que faça dois turnos de quatro horas”, sugeriu.

Durante a assembleia os servidores decidiram que farão dois turnos de quatro horas. Segundo o presidente do Sindicato da categoria, os servidores entravam às 6h da manhã na escola e encerravam o expediente ao meio dia. Com a mudança proposta, eles devem sair às duas da tarde. Para ele, os servidores seriam obrigados à ficar esse tempo todo sem almoço ou intervalo. No caso de dividir em dois períodos seria ainda pior segundo ele, pois os servidores fariam uma pausa às 10 horas da manhã para o almoço. “Quem cuidaria das crianças nesse intervalo?”, pergunta o professor. Ele ainda considera que a permanecer a nova determinação, o prefeito terá de contratar mais servidores. 

Antônio Marcos faz ainda uma denúncia ao falar do número de efetivos. “Estão sendo usados estagiários do IEL para trabalhar no lugar de funcionários públicos. Isso não deveria ser permitido, pois os estagiários são para auxiliar e não para prestar mão de obra barata”, lamenta o presidente.

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