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Homicídio e roubo crescem em mais de 163%

Estatísticas apontam que indíces de criminalidade aumentaram na cidade em relação a 2007

9 JAN 2009 - 08h:11Por Redação

O crescimento da violência em Três Lagoas já era esperado desde que anunciado o “boom” da industrialização, no entanto, o resultado acabou pegando boa parte de surpresa. Foram poucos os que acreditavam que a criminalidade pudesse atingir índices tão alarmantes em apenas um ano. Mas aconteceu. De acordo com as estatísticas da Polícia Civil, em apenas um ano a violência em Três Lagoas aumentou, em alguns tipos de crimes, em mais de 150%, se comparados com o ano anterior.
Este é o caso dos homicídios dolosos (assassinatos). Em 2007, a polícia registrou o total de 11 homicídios na Cidade. Já em 2008, o ano fechou com 28 casos, variação que corresponde a um aumento de 154.54%.
Já em relação aos homicídios culposos (acidentes de trânsito com vítima fatal), o aumento foi de 22%. Em 2008, a polícia registrou 22 acidentes com mortes no Município (incluindo nas estradas), contra 18 registrados em 2007.
Mas o mais assustador de todos foi o aumento no número de roubos. Em 2008, foram registrados 793 assaltos (em todas as modalidades), contra 292 ocorridos no ano anterior. Os números correspondem a um aumento de 171.57%.
Tal aumento é seguido pelos casos envolvendo drogas (seja tráfico, ou uso), em que o crescimento foi de 160.43%: 139 casos em 2007, contra 362 no ano passado.
Ainda seguindo as estatísticas, o furto foi o que apresentou uma das menores variações de um ano para outro, quando comparado aos crimes já citados. Em 2007, foram 53 furtos registrados na Cidade. Já no ano passado, o índice chegou a 98 boletins de ocorrência, equivalente a um aumento de 84.90%.
Os casos de estupro tiveram variação mínima de um ano para outro – apenas um caso a mais: 28, em 2007, e 29, em 2008.
De acordo com alguns policiais (cujos nomes serão preservados), a receita para conter a violência é simples, porém não muito fácil de ser aplicada: mais policiais militares nas ruas, para o trabalho de prevenção, e aumento de efetivo nas delegacias, para que se possa criar setores de investigação. Hoje, o trabalho de investigação é centralizado na Delegacia de Investigações Gerais (Dig), que conta com apenas seis investigadores e um delegado. “Enquanto não houver investimento, que Deus nos ajude”, disse um deles, cuja previsão para 2009 também não é das melhores.

OTIMISTA

Ao contrário do policial, o delegado regional Vitor Lopes, defende que a violência pode reduzir a partir deste ano. Segundo ele, os investimentos realizados na Polícia Militar (PM) deverão começar a surtir efeito agora.  “A PM já está com alunos sendo formados, e consequentemente, já aumentou o efetivo. A corporação também ganhou viaturas, principalmente dessas empresas (International Paper e Votorantim Celulose e Papel), o que já deverá surtir efeito no trabalho preventivo. No caso da Polícia Civil, deverá demorar um pouco mais, mas já estamos com um concurso em andamento”, rebateu. A previsão é de que o concurso da Polícia Civil seja concluído no final do primeiro semestre.
O delegado explica que boa parte do aumento da criminalidade está relacionado a dois fatores: aumento populacional e aumento no consumo e tráfico de drogas.
“Não que estes trabalhadores cometeram crimes, muito pelo contrário, eles foram as vítimas. É que com o crescimento da Cidade, os bandidos que antes estavam acostumados a pequenos furtos, agora migraram para o roubo”, disse.
Já em relação ao tráfico de drogas, o delegado dispara: o aumento da criminalidade se deve ao aumento do tráfico e consumo de drogas. “Aumentando a quantidade de drogas e dependentes com tendências à marginalidade, ou já reincidentes, aumentam também uma série de outros crimes (furto, roubo, etc) para custear o vício”.
Ao todo, a Polícia Civil registrou 13.019 boletins de ocorrência em 2008, sendo 5.134 na Delegacia de Pronto Atendimento à Comunidade (Depac); 4.039, na 1ª Delegacia de Polícia; 1.321, na 2ª DP; 1.191, 3ª DP, e 605 ocorrências na Delegacia de Investigações Gerais (DAM).

 

 

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