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Militar da Marinha é preso acusado de matar mulher e colocar corpo em mala

O sargento da Marinha, Wilian Afonso dos Santos, de 29 anos, lotado no 6º Distrito Naval de Ladário, foi preso em flagrante pela Polícia Militar de Corumbá, na tarde de sexta-feira, 16, acusado de matar uma mulher.

19 NOV 2012 - 08h:38Por Redação

O sargento da Marinha, Wilian Afonso dos Santos, de 29 anos, lotado no 6º Distrito Naval de Ladário, foi preso em flagrante pela Polícia Militar de Corumbá, na tarde da última sexta-feira, 16 de novembro. Ele é acusado de matar Greice Soares Roque, 26, por estrangulamento e esconder o corpo dentro de uma mala. O crime teria ocorrido dois dias atrás e só foi descoberto porque o acusado tentou se livrar do corpo nas proximidades do lixão - em companhia de outros dois militares - e foi denunciado por moradores da região que estranharam a movimentação e acionaram a PM pelo telefone 190.

Responsável pela investigação, a delegada de Polícia Civil Priscila Anuda Quarto Vieira disse que, em princípio, o sargento deve ser indiciado por homicídio doloso combinado por ocultação de cadáver. As penas combinadas pelo homicídio e ocultação de cadáver podem passar dos 20 anos de prisão. A mulher teria sido estrangulada e teve pernas e braços quebrados para que o corpo fosse colocado na mala.

De acordo com a delegada, as informações preliminares dão conta que os outros dois militares estão qualificados como testemunhas. Eles teriam detido o acusado no momento em que descobriram que a mala escondia o corpo de uma mulher.

"Os dois detiveram o autor, informações preliminares indicam que os outros dois foram solicitados pelo investigado para levar uma mala para a rodoviária. Foram prestar auxílio, eram colegas de trabalho. No caminho, o investigado foi mudando a versão e disse que tinha peixes na mala e que precisava jogá-la fora. Chegando no local, perto do lixão, disseram que só deixariam jogar fora se dissesse o que tinha dentro. No que um dos colegas foi abrir a mala, ele disse que havia um corpo dentro. Eles [os colegas] imobilizaram o acusado, amarraram pés e mãos e o colocaram na mala do carro. A PM foi acionada por um morador que viu toda a movimentação dos três e quando a guarnição chegou, parou o carro. Eles saíram, se identificaram e falaram o que havia acontecido", informou a delegada.

À Polícia, o sargento disse que a vítima era garota de programa; a conheceu em uma boate e manteve relações sexuais com ela no local, pagando R$ 50 pelo programa. Ainda de acordo com ele, a mulher quis ir para a casa dele, onde ambos consumiram cocaína e fizeram sexo. Após isso, Greice, que era conhecida pelo apelo de "Capitu", cobrou mais dinheiro do sargento, ambos começaram a brigar e ele a estrangulou.

A delegada disse que ainda dentro das investigações quer ir até o imóvel onde o militar mora para investigar o local e saber efetivamente onde o corpo permaneceu nesse espaço de tempo, até a descoberta do corpo.

Priscila Vieira explicou que o sargento da Marinha vai responder ao crime na Justiça Comum, a única diferença, por ser militar, é que ficará preso na sede do 6º Distrito Naval. "Vamos lavrar o auto de prisão em flagrante normalmente. A diferença é que durante interrogatório, um oficial da corporação a que pertence fica presente e depois o entregamos para o Comando dele e ele fica preso nas dependências do órgão onde é vinculado. Ele fica preso lá à disposição da Justiça Comum. É homicídio doloso combinado por ocultação de cadáver. Ainda vamos verificar as qualificadoras, como se deu a morte, o motivo da morte". O prazo para conclusão do inquérito, com o acusado preso, é de dez dias.

Nair Soares Roque, mãe de Greice, estava na Delegacia e contou ao Diário que a filha havia saído na tarde da quarta-feira, dia 14. "Ela sempre saía e voltava no dia seguinte, mas ela não voltou. No começo achei que era por causa do feriado, depois comecei a ficar preocupada e fui procurar. Fui a vários locais onde ela costumava ficar e nada. Até que fiquei sabendo e vim para cá. Só o que eu quero é justiça. Ela morava comigo", disse a mãe bastante nervosa.

Greice tinha três filhos com idades entre três meses e 10 anos. Ela morava com a mãe na área central de Corumbá.

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